grima
Origem controversa; possivelmente do latim 'grima' (careta, máscara) ou do grego 'grimós' (feio, assustador).
Origem
Origem incerta, possivelmente do latim vulgar 'grima' ou 'grimare', com sentido de 'franzir o rosto', 'fazer careta'. Relacionada a 'grimace' (francês) e 'grima' (espanhol).
Mudanças de sentido
Entra no português com o sentido de 'careta', 'esgar', 'semblante feio ou assustador'.
A transição para 'medo' e 'pavor' pode ter sido influenciada pela associação da expressão facial de quem sente medo ou por termos correlatos em outras línguas ou dialetos.
Desenvolve o sentido de 'medo', 'pavor', 'arrepio', 'calafrio'.
Mantém os sentidos de 'arrepio', 'calafrio', 'pavor', 'medo intenso', sendo mais comum em registros formais ou literários.
A palavra 'grima' é classificada como formal/dicionarizada, indicando um uso mais restrito em comparação com sinônimos mais coloquiais de 'medo'.
Primeiro registro
Registros em vocabulários e glossários da época, indicando sua presença na língua portuguesa.
Momentos culturais
Presença em obras literárias, especialmente em narrativas de suspense, terror ou descrições de estados emocionais intensos.
Vida emocional
Associada a sentimentos negativos como medo, pavor, repulsa e desconforto físico (arrepio).
Comparações culturais
Inglês: 'shiver', 'chill', 'dread', 'fear'. Espanhol: 'escalofrío', 'pavor', 'miedo'. Francês: 'frisson', 'terreur', 'peur'. A palavra 'grima' em português carrega uma nuance específica de arrepio ou pavor que pode ser mais intensa que um simples 'shiver' ou 'escalofrío', aproximando-se mais de 'dread' ou 'pavor'.
Relevância atual
A palavra 'grima' é formal e dicionarizada, com uso mais restrito em contextos literários ou para expressar um medo intenso e físico. Não possui grande presença na linguagem coloquial ou digital contemporânea, sendo substituída por termos mais comuns como 'medo', 'pavor', 'arrepios'.
Origem Etimológica
Origem incerta, possivelmente do latim vulgar 'grima' ou 'grimare', com sentido de 'franzir o rosto', 'fazer careta', relacionado a 'grimace' em francês e 'grima' em espanhol, ambas com sentido de careta ou expressão facial de desagrado.
Entrada e Evolução no Português
A palavra 'grima' entra no português com o sentido de 'careta', 'esgar', 'semblante feio ou assustador'. Posteriormente, desenvolve o sentido de 'medo', 'pavor', 'arrepio', possivelmente por associação com a expressão facial de quem sente medo ou por influência de termos como 'grimpa' (medo, pavor em algumas variantes regionais).
Uso Contemporâneo
A palavra 'grima' é formalmente registrada em dicionários com os sentidos de 'arrepio', 'calafrio', 'pavor', 'medo intenso'. Seu uso é mais comum em contextos literários ou para descrever sensações físicas e emocionais fortes, mantendo uma conotação de temor ou desconforto.
Origem controversa; possivelmente do latim 'grima' (careta, máscara) ou do grego 'grimós' (feio, assustador).