guardareis

Do latim 'guardare'.

Origem

Latim Vulgar/Germânico

Deriva do latim vulgar 'wardare', do germânico 'wardōn' (vigiar, proteger). O verbo 'guardar' se estabeleceu no português com esse sentido.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar/Germânico

Sentido primário de 'vigiar', 'proteger', 'conservar'.

Português Arcaico/Medieval

Mantém o sentido original, aplicado a bens, pessoas, segredos ou deveres. Ex: 'Vós guardareis a lei'.

Português Moderno

A forma 'guardareis' cai em desuso, sendo substituída por 'guardarão' (para 'vocês') ou outras construções. O sentido original do verbo 'guardar' persiste, mas a conjugação específica se torna obsoleta na fala corrente.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos jurídicos e literários do português arcaico, como as Ordenações do Reino e a poesia trovadoresca.

Momentos culturais

Idade Média

Presente em textos de lei e na literatura de cavalaria, onde a ideia de 'guardar' um juramento ou um castelo era central.

Século XX

Citada em estudos de filologia e gramática histórica como exemplo de conjugação verbal arcaica.

Comparações culturais

Inglês: A forma 'ye shall keep' ou 'you will keep' (futuro do presente, 2ª pessoa do plural) em inglês arcaico ou formal tem uma função similar à de 'guardareis', mas o inglês moderno usa predominantemente 'you will keep' para singular e plural. Espanhol: A forma correspondente seria 'guardaréis' (vós guardareis), que também é considerada arcaica e formal, sendo 'ustedes guardarán' a forma mais comum no espanhol moderno para a 2ª pessoa do plural. Francês: O antigo 'garderez' (vós guarderez) evoluiu para o moderno 'vous garderez', que serve tanto para singular formal quanto para plural. Italiano: O antigo 'guarderete' (voi guarderete) é hoje substituído por 'voi guarderete' (ainda usado em algumas regiões) ou 'loro guarderanno' (para 'vocês').

Relevância atual

Atualidade

A forma 'guardareis' possui relevância quase nula na comunicação cotidiana do português brasileiro. Seu uso é restrito a contextos acadêmicos, literários de cunho histórico ou em citações de textos antigos, como a Bíblia. A língua evoluiu para formas mais simples e diretas, como 'vocês guardarão'.

Origem Latina e Formação do Português

Século XIII - O verbo 'guardar' tem origem no latim vulgar 'wardare', que por sua vez deriva do germânico 'wardōn' (vigiar, proteger). A forma 'guardareis' é uma conjugação do futuro do presente do indicativo, 2ª pessoa do plural, que se consolidou no português arcaico.

Uso Arcaico e Medieval

Idade Média - A forma 'guardareis' era utilizada em textos religiosos, jurídicos e literários, mantendo seu sentido original de 'proteger', 'conservar' ou 'vigiar'. Era comum em documentos oficiais e na literatura trovadoresca.

Transição para o Português Moderno

Séculos XV-XVIII - Com a evolução da língua portuguesa, a forma 'guardareis' começou a ser substituída por construções mais sintéticas ou por outras conjugações, especialmente com a simplificação do futuro do presente. No entanto, a forma arcaica ainda podia ser encontrada em textos com intenção de estilo ou em contextos mais formais.

Uso Contemporâneo e Residual

Séculos XIX-Atualidade - A forma 'guardareis' é considerada arcaica e raramente utilizada na fala cotidiana do português brasileiro. Seu uso é restrito a contextos literários que buscam evocar um estilo antigo, em citações bíblicas ou em estudos linguísticos sobre a evolução da língua. A forma mais comum para a 2ª pessoa do plural no futuro do presente é 'guardarão' (referindo-se a 'vocês').

guardareis

Do latim 'guardare'.

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