guardarem
Do latim 'guardare', que significa 'olhar', 'vigiar'.
Origem
Deriva do latim vulgar 'guardare', com provável origem germânica (gótico 'wardan'), significando 'vigiar', 'proteger', 'zelar'.
A forma verbal 'guardarem' se estabelece com a conjugação característica do português, incorporando a desinência '-em' para a terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo/imperativo ou segunda pessoa do plural do imperativo.
Mudanças de sentido
Sentido principal de 'proteger', 'zelar', 'manter em segurança', aplicado a bens, pessoas e locais. Ex: 'guardarem o castelo'.
Expansão para o sentido de 'reter', 'conservar' (conhecimento, ideias). Também o sentido de 'observar' (leis, preceitos). Ex: 'guardarem a fé'.
Surgem usos mais figurados: 'guardarem segredo', 'guardarem rancor', 'guardarem para si'. O sentido de 'preservar' se aplica a memórias e sentimentos.
Mantém os sentidos originais e figurados. A forma verbal é comum em contextos que exigem precisão, como documentos legais ('devem guardarem cópias') ou instruções religiosas ('guardarem os mandamentos').
Primeiro registro
Registros em textos medievais em galaico-português, como as Cantigas de Santa Maria, onde a forma verbal já aparece em contextos de proteção e devoção.
Momentos culturais
Presente em poemas épicos e líricos, frequentemente associado à honra, proteção e lealdade. Ex: 'guardarem a honra da família'.
Fundamental em preceitos religiosos, como 'guardarem o sábado' ou 'guardarem os mandamentos', indicando observância e respeito.
Uso recorrente em leis e contratos, com o sentido de 'reter', 'preservar' ou 'cumprir'. Ex: 'os cidadãos devem guardarem a constituição'.
Comparações culturais
Inglês: 'to keep', 'to guard', 'to save', 'to hold'. O verbo 'to keep' é polissêmico e abrange muitos dos usos de 'guardar'. Espanhol: 'guardar', 'conservar', 'mantener'. O verbo 'guardar' em espanhol é um cognato direto e compartilha a maioria dos sentidos. Francês: 'garder', 'conserver', 'tenir'. O francês 'garder' também tem origem germânica e sentidos similares. Italiano: 'guardare', 'conservare'. O italiano 'guardare' é um cognato próximo com significados sobrepostos.
Relevância atual
A palavra 'guardarem' continua sendo um verbo essencial na língua portuguesa, com ampla aplicabilidade em diversos domínios. Sua presença em documentos formais, literatura e conversas cotidianas atesta sua vitalidade. O sentido de 'preservar' se estende a dados digitais ('guardarem arquivos') e informações pessoais, refletindo as novas realidades tecnológicas.
Origem Latina e Formação
Século XIII - A forma 'guardar' deriva do latim vulgar 'guardare', que por sua vez tem origem germânica (gótico 'wardan', significando 'vigiar', 'proteger'). A terminação '-em' em 'guardarem' é uma marca de desinência verbal, indicando a terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo ou do imperativo, ou a segunda pessoa do plural do imperativo, refletindo o uso em orações subordinadas ou comandos.
Consolidação no Português
Séculos XIV-XVI - A palavra 'guardarem' e suas variações se consolidam no vocabulário do português, com o sentido de 'manter em segurança', 'preservar', 'reter', 'observar' (regras, leis). O uso se expande em textos literários e administrativos.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XVII-Atualidade - 'Guardarem' mantém seus sentidos primários, mas também adquire nuances de 'guardar segredo', 'guardar rancor', 'guardar para si'. A forma verbal é comum em contextos formais e informais, aparecendo em literatura, direito, religião e conversas cotidianas.
Do latim 'guardare', que significa 'olhar', 'vigiar'.