guardastes
Do latim 'guardare', que significa 'olhar', 'vigiar'.
Origem
Do latim 'guardare', com o sentido de vigiar, zelar, conservar. A forma 'guardastes' é uma conjugação específica do verbo.
Mudanças de sentido
Sentido primário de proteger, zelar, conservar, manter em segurança.
O sentido básico se mantém, mas o uso da forma 'guardastes' restringe-se a contextos formais e literários, indicando uma preservação da forma verbal em detrimento de seu uso coloquial.
A forma 'guardastes' é um marcador de formalidade e de um registro linguístico mais elevado. Em contextos informais, o verbo 'guardar' pode ter outros sentidos, como 'guardar rancor' ou 'guardar segredo', mas a conjugação específica 'guardastes' raramente aparece fora de um registro formal ou literário.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português arcaico, como cantigas e crônicas, onde o verbo 'guardar' e suas conjugações já apareciam com o sentido de proteger e zelar.
Momentos culturais
A forma 'guardastes' é recorrente em textos religiosos (Bíblia, hinos) e na literatura clássica portuguesa e brasileira, onde a linguagem formal era a norma. Exemplos podem ser encontrados em obras de Camões, Padre Antônio Vieira e autores do Romantismo e Realismo.
Comparações culturais
Inglês: A forma 'guardastes' não tem um equivalente direto em termos de conjugação verbal específica e uso formal restrito. O verbo 'to guard' (proteger, vigiar) ou 'to keep' (conservar) teria conjugações como 'you guarded' ou 'you kept', que são usadas em todos os registros. Espanhol: Similar ao português, o espanhol possui conjugações verbais específicas para o pretérito perfeito, como 'guardaste' (tú) ou 'guardaron' (ustedes). A forma 'guardaste' (segunda pessoa do singular) é comum, mas o uso da segunda pessoa do plural ('guardasteis' na Espanha, 'guardaron' na América Latina) também varia e pode soar formal dependendo do contexto. O português brasileiro tende a usar 'vocês guardaram' em vez de uma forma verbal única para a segunda pessoa do plural formal.
Relevância atual
A forma 'guardastes' é considerada arcaica ou excessivamente formal no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é restrito a contextos específicos como textos religiosos, literatura de época, ou em citações que buscam um tom solene. Em conversas cotidianas, é praticamente inexistente, sendo substituída por construções como 'vocês guardaram' ou 'o senhor/a senhora guardou'.
Origem Etimológica
Século XIII - Deriva do latim 'guardare', que significa 'olhar atentamente', 'vigiar', 'conservar'. A forma 'guardastes' é a segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo.
Evolução na Língua Portuguesa
Idade Média - O verbo 'guardar' e suas conjugações, como 'guardastes', já estavam presentes no português arcaico, com o sentido de proteger, zelar, conservar. O uso se manteve ao longo dos séculos, com poucas alterações semânticas.
Uso Contemporâneo
Século XX e Atualidade - 'Guardastes' é uma forma verbal formal, encontrada em textos literários, religiosos e em contextos que exigem um registro mais cuidado da língua. Seu uso em conversas informais é raro, sendo substituído por formas mais simples ou pelo pretérito mais-que-perfeito composto ('tinham guardado').
Do latim 'guardare', que significa 'olhar', 'vigiar'.