hallavam-se
Do espanhol 'hallarse', do verbo 'hallar' (encontrar).
Origem
Deriva do verbo espanhol 'hallar' (encontrar, achar), conjugado na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo ('hallavan') com o pronome oblíquo átono 'se' em ênclise ('hallavan-se'). A ênclise do pronome é uma característica gramatical do espanhol clássico e de algumas variedades modernas.
Mudanças de sentido
O sentido original é 'encontravam-se', 'achavam-se'. A forma 'hallavam-se' em si não sofreu mudança de sentido, mas seu uso no português brasileiro foi gradualmente substituído pelas formas vernáculas equivalentes.
A palavra 'hallavam-se' como unidade lexical não se desenvolveu no português brasileiro. O que ocorreu foi a substituição de uma forma de origem estrangeira por uma forma nativa com o mesmo significado e função gramatical. O verbo 'hallar' em si tem origem incerta, possivelmente do germânico *hallon ou do latim vulgar *hallocare, com o sentido de 'colocar em um local', evoluindo para 'encontrar'.
Primeiro registro
É provável que os primeiros registros documentados de 'hallavam-se' no Brasil ocorram em correspondências, diários de viajantes ou documentos administrativos que refletem o contato com a língua espanhola, especialmente em áreas de colonização inicial ou de fronteira com colônias espanholas. A data exata é difícil de precisar sem um corpus específico de linguística histórica brasileira com foco em empréstimos e influências diretas do espanhol.
Momentos culturais
A presença da forma 'hallavam-se' em textos brasileiros seria mais provável em obras literárias que retratassem personagens ou contextos hispânicos, ou em traduções de autores espanhóis para o português brasileiro. Poderia aparecer em romances históricos ou em peças de teatro que explorassem o intercâmbio cultural da época.
Comparações culturais
Inglês: 'they found themselves' ou 'they were located'. Espanhol: 'se hallaban'. A forma 'hallavam-se' é uma construção tipicamente espanhola que não encontrou paralelo direto e duradouro no português brasileiro, que prefere 'achavam-se' ou 'encontravam-se'. O inglês utiliza estruturas verbais e pronominais distintas para expressar a mesma ideia.
Relevância atual
A forma 'hallavam-se' possui relevância quase nula no uso corrente do português brasileiro. Sua aparição é restrita a contextos acadêmicos de linguística histórica, estudos de espanhol, ou em citações de textos antigos ou literários específicos. No dia a dia, é completamente substituída por 'achavam-se' ou 'encontravam-se'.
Origem e Entrada no Português Brasileiro
Século XVI - A forma 'hallavam-se' é uma conjugação verbal do espanhol 'hallar' (encontrar, achar) com o pronome 'se'. Sua presença no português brasileiro remonta aos primeiros contatos coloniais e à influência do espanhol na formação lexical do português falado no Brasil, especialmente em regiões de fronteira e em contextos de intercâmbio cultural e comercial. A forma verbal em si, com o pronome enclítico, é característica do espanhol clássico e ainda presente em algumas variedades do idioma.
Uso Histórico e Literário
Séculos XVII-XIX - Registros em textos literários e documentos históricos brasileiros que refletem a influência do espanhol, ou em traduções de obras espanholas. O uso de 'hallavam-se' seria mais comum em textos que buscavam emular um registro mais formal ou arcaico, ou em contextos onde o espanhol era diretamente citado ou referenciado.
Desuso e Ressignificação
Século XX - Atualidade - A forma 'hallavam-se' tornou-se obsoleta no português brasileiro. O verbo 'achar' ou 'encontrar' com o pronome átono em posição enclítica ('achavam-se', 'encontravam-se') é a norma. A forma espanhola 'hallavam-se' pode aparecer em contextos muito específicos de citação, estudo linguístico do espanhol, ou em obras literárias que intencionalmente evocam o espanhol clássico ou um registro arcaico.
Do espanhol 'hallarse', do verbo 'hallar' (encontrar).