ignorando-se

Derivado do verbo 'ignorar' (latim 'ignorare') com a adição do pronome oblíquo átono 'se'.

Origem

Latim

Deriva do latim 'ignorare', que significa 'não conhecer', 'não saber', 'desconhecer'. O pronome 'se' é reflexivo ou apassivador/indeterminador do sujeito.

Mudanças de sentido

Latim e Português Arcaico

Sentido primário de 'não ter conhecimento', 'desconhecer'.

Português Clássico e Moderno

Amplia-se para 'não dar atenção', 'desconsiderar', 'preterir', mantendo a nuance de desconhecimento ou falta de consideração ativa. A forma 'ignorando-se' enfatiza a ação recaindo sobre o sujeito ou sendo realizada de forma impessoal.

Atualidade

O sentido original de 'desconhecer' e 'não dar atenção' permanece, mas o uso da forma 'ignorando-se' é mais restrito a contextos formais, onde a impessoalidade ou a formalidade são requeridas. Em linguagem informal, prefere-se 'ignorando' ou outras construções.

A tendência na língua falada e escrita informal é a simplificação. A construção 'ignorando-se' pode soar pedante ou excessivamente formal em muitos contextos contemporâneos, especialmente em ambientes digitais.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos em português arcaico e medieval, com a consolidação da gramática e do uso do pronome reflexivo. A forma exata 'ignorando-se' pode ser encontrada em documentos legais, crônicas e obras literárias da época.

Momentos culturais

Século XIX - Literatura Realista/Naturalista

Utilizada em narrativas que descrevem a sociedade e as relações humanas, frequentemente em contextos de crítica social ou análise psicológica, onde a desconsideração de certos fatos ou sentimentos era um tema recorrente.

Século XX - Textos Jurídicos e Acadêmicos

Presença marcante em leis, pareceres, teses e artigos científicos, onde a precisão e a impessoalidade são fundamentais. Ex: 'ignorando-se os fatos alegados'.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

A forma 'ignorando-se' é raramente encontrada em conteúdos digitais informais (redes sociais, blogs, fóruns). Seu uso é mais provável em artigos de notícias, publicações acadêmicas online ou em comentários que visam a formalidade. Não há registros de viralizações ou memes com esta construção específica, devido à sua natureza formal.

Comparações culturais

Contemporâneo

Inglês: 'ignoring it' ou 'one ignoring' (em contextos muito formais). A construção pronominal reflexiva em português não tem um equivalente direto e comum em inglês para expressar a impessoalidade de forma tão concisa. Espanhol: 'ignorándose'. O espanhol mantém uma estrutura similar ao português com o pronome 'se' após o gerúndio, sendo mais comum em contextos formais e literários. Francês: 's'ignorant' (menos comum como gerúndio direto, mais em construções verbais). Alemão: 'ignorierend' (gerúndio simples, sem pronome reflexivo explícito na mesma posição).

Relevância atual

Atualidade

A relevância da forma 'ignorando-se' reside em sua função gramatical específica para expressar impessoalidade ou reflexividade em contextos formais. Embora não seja uma palavra de uso cotidiano na linguagem falada ou digital, ela permanece vital em textos jurídicos, acadêmicos e literários que exigem precisão e formalidade. Sua raridade na comunicação informal a distingue como um marcador de registro linguístico.

Origem Etimológica e Formação

Século XIII - O verbo 'ignorar' deriva do latim 'ignorare', que significa 'não conhecer', 'não saber', 'desconhecer'. A forma 'ignorando-se' surge da junção do gerúndio do verbo 'ignorar' com o pronome reflexivo 'se', indicando uma ação de não dar atenção ou não considerar algo, seja de forma ativa ou impessoal.

Entrada e Evolução no Português

Idade Média - O verbo 'ignorar' já estava presente no português arcaico, herdado do latim. A construção com o pronome 'se' (ignorando-se) se consolida com o desenvolvimento da gramática portuguesa, sendo utilizada em contextos formais e literários para expressar a ideia de desconsideração ou desconhecimento.

Uso Moderno e Contemporâneo

Séculos XIX-XXI - A forma 'ignorando-se' mantém seu uso em textos formais, jurídicos e acadêmicos. No entanto, em contextos mais informais e na linguagem falada, a construção tende a ser substituída por formas mais diretas ou por outras construções pronominais, como 'ignorando' ou 'sem ignorar'.

Uso Atual e Digital

Atualidade - A forma 'ignorando-se' é menos comum na linguagem coloquial e digital, onde a concisão e a informalidade prevalecem. Seu uso é mais restrito a documentos oficiais, textos literários que buscam um registro mais formal ou em situações onde a impessoalidade é crucial. A internet e as redes sociais favorecem construções mais diretas.

ignorando-se

Derivado do verbo 'ignorar' (latim 'ignorare') com a adição do pronome oblíquo átono 'se'.

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