imaginara
Do latim 'imaginare'.
Origem
Do latim 'imaginari', verbo deponente que significa 'imaginar-se', 'representar-se na mente'. Raiz em 'imago' (imagem, representação).
Mudanças de sentido
O verbo 'imaginar' manteve seu sentido primário de criar imagens mentais, conceber ideias ou supor algo.
O sentido do verbo permanece estável, mas a forma verbal 'imaginara' tornou-se menos frequente no uso oral e informal.
A preferência por perífrases verbais (ex: 'tinha imaginado') em detrimento de formas sintéticas como 'imaginara' é uma tendência geral na evolução do português brasileiro, especialmente na oralidade.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, refletindo o uso do latim vulgar e a consolidação da língua.
Momentos culturais
Presença em obras literárias clássicas da língua portuguesa, como romances, crônicas e poesia, onde a gramática normativa era rigorosamente seguida.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente 'had imagined' (pretérito mais-que-perfeito) é amplamente utilizada em contextos formais e literários. Espanhol: 'hubiera imaginado' ou 'hubiese imaginado' (pretérito pluscuamperfecto de subjuntivo) ou 'había imaginado' (pretérito pluscuamperfecto de indicativo) são formas sintéticas ou perifrásticas com uso similar em contextos formais. Francês: 'avait imaginé' (plus-que-parfait) é a forma perifrástica comum.
Relevância atual
A forma 'imaginara' é considerada gramaticalmente correta, mas de uso restrito. Sua relevância reside na preservação da riqueza morfológica da língua portuguesa e em sua função em textos que demandam precisão temporal e formalidade.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'imaginari', verbo deponente que significa 'imaginar-se', 'representar-se na mente'. Sua raiz remonta a 'imago', que significa 'imagem', 'representação', 'aparência'.
Entrada e Evolução no Português
O verbo 'imaginar' e suas conjugações, incluindo 'imaginara', foram incorporados ao português desde seus primórdios, com base no latim vulgar. A forma 'imaginara' é uma conjugação específica do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo.
Uso Formal e Literário
A forma 'imaginara' é predominantemente encontrada em textos formais, literários e históricos, onde a conjugação verbal completa do pretérito mais-que-perfeito é utilizada para expressar ações anteriores a outra ação passada.
Uso Contemporâneo
No português brasileiro contemporâneo, o uso de 'imaginara' é restrito a contextos formais e literários. Na linguagem coloquial, formas como 'tinha imaginado' ou 'já imaginava' são mais comuns para expressar a mesma ideia.
Do latim 'imaginare'.