incontinente
Do latim 'incontinens', 'incontinentis'.
Origem
Do latim 'incontinens', composto por 'in-' (não) e 'continens' (particípio presente de 'continere', conter). Significa literalmente 'que não contém' ou 'que não se contém'.
Mudanças de sentido
Sentido geral de falta de autodomínio, moderação ou controle sobre impulsos, especialmente sexuais ou de comportamento. Ex: 'um homem incontinente'.
Desenvolvimento e consolidação do sentido médico específico para a perda involuntária de urina ou fezes. Ex: 'sofre de incontinência'.
O termo é predominantemente usado no contexto médico. O sentido de falta de moderação é menos frequente no discurso cotidiano, sendo mais comum em registros formais, literários ou em discussões sobre virtudes e vícios.
A palavra 'incontinente' é formal e dicionarizada, conforme indicado em '4_lista_exaustiva_portugues.txt'. Seu uso médico é técnico e direto, enquanto o uso figurado, embora existente, é menos prevalente no dia a dia.
Primeiro registro
Registros em textos antigos e medievais em português e outras línguas românicas, refletindo o uso do latim.
Momentos culturais
Aparece em textos literários para descrever personagens com falta de controle moral ou de apetites. Pode ser usada em contextos religiosos para discutir vícios.
A partir do desenvolvimento da medicina, a palavra se torna central em discussões sobre fisiologia e patologias relacionadas ao controle do corpo.
Comparações culturais
Inglês: 'incontinence' (mesmo sentido médico e geral de falta de controle). Espanhol: 'incontinencia' (mesmo sentido médico e geral). Francês: 'incontinence' (mesmo sentido). Italiano: 'incontinenza' (mesmo sentido).
Relevância atual
A palavra mantém sua relevância primariamente no campo da medicina, referindo-se a condições de saúde específicas. O uso figurado é restrito a contextos formais ou literários, onde a falta de moderação é o foco.
Origem Etimológica e Latim
Deriva do latim 'incontinens', significando 'que não se contém', 'sem moderação'. O prefixo 'in-' (não) + 'continens' (particípio presente de 'continere', conter).
Entrada no Português e Uso Medieval
A palavra 'incontinente' entra no vocabulário português com seu sentido original, referindo-se à falta de autodomínio, especialmente em relação a desejos ou impulsos. No contexto religioso medieval, podia ser associada à falta de continência sexual ou a um comportamento desregrado.
Evolução do Sentido Médico
O sentido de 'incapacidade de reter urina ou fezes' ganha proeminência, tornando-se um termo médico específico para a perda involuntária de fluidos corporais. Este uso coexiste com o sentido mais geral de falta de controle.
Uso Contemporâneo
A palavra 'incontinente' é formal e dicionarizada, utilizada tanto no sentido médico (incontinência urinária/fecal) quanto no sentido mais amplo de falta de moderação ou autodomínio, embora este último seja menos comum no uso coloquial e mais restrito a contextos formais ou literários.
Do latim 'incontinens', 'incontinentis'.