increpação
Derivado do verbo 'increpar', do latim 'increpare', que significa repreender, censurar.
Origem
Do latim 'increpatio', substantivo derivado de 'increpare' (censurar, repreender, bradar contra), com raiz em 'crepare' (fazer barulho, estalar, gritar).
Mudanças de sentido
Sentido original de censura severa, repreensão veemente, brado de desaprovação.
Mantém o sentido de repreensão formal, frequentemente com conotação moral ou autoritária, presente em literatura e discursos religiosos/jurídicos.
Palavra formal e dicionarizada, cujo uso é menos comum no dia a dia, reservado a contextos que demandam crítica contundente ou autoridade expressa.
Embora o sentido central de repreensão severa permaneça, a frequência de uso diminuiu consideravelmente em comparação com termos mais coloquiais para expressar desaprovação.
Primeiro registro
Registros em textos que começam a consolidar o vocabulário do português moderno, com base no latim.
Momentos culturais
Presente em sermões religiosos e literatura barroca/arcádica, onde a repreensão moral era um tema recorrente.
Pode aparecer em discursos políticos ou jurídicos que exigem um tom de forte censura.
Vida emocional
Associada a sentimentos de severidade, autoridade, desaprovação forte e, por vezes, intimidação. Carrega um peso formal e uma carga negativa de crítica.
Comparações culturais
Inglês: 'Reprimand', 'rebuke', 'admonishment' carregam sentidos similares de censura formal. Espanhol: 'Reprensión', 'censura', 'increpación' (em espanhol, a palavra existe com o mesmo radical e sentido). Francês: 'Réprimande', 'blâme' também indicam censura formal.
Relevância atual
A palavra 'increpação' é formal e dicionarizada, encontrada em contextos acadêmicos, jurídicos ou literários. Seu uso no cotidiano é raro, sendo substituída por termos mais diretos ou coloquiais como 'bronca', 'crítica', 'puxão de orelha'.
Origem Etimológica
Século XIV - Deriva do latim 'increpatio', substantivo de 'increpare', que significa censurar, repreender, bradar contra. O radical 'crepare' remete a fazer barulho, estalar, gritar.
Entrada na Língua Portuguesa
Séculos XV-XVI - A palavra 'increpação' e seu verbo derivado 'increpar' entram no vocabulário português, possivelmente através do latim eclesiástico ou jurídico, mantendo o sentido de repreensão formal e severa.
Uso Formal e Literário
Séculos XVII-XIX - A palavra é encontrada em textos literários, sermões religiosos e documentos legais, denotando uma censura veemente, muitas vezes com conotação moral ou autoritária. O uso é restrito a contextos formais.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade - 'Increpação' mantém seu sentido formal de repreensão severa, mas seu uso se torna menos frequente no cotidiano, sendo mais comum em registros escritos ou em situações que exigem um tom de autoridade ou crítica contundente. É uma palavra dicionarizada, mas não de uso corrente.
Derivado do verbo 'increpar', do latim 'increpare', que significa repreender, censurar.