indultar
Do latim 'indultare', derivado de 'indultum', particípio passado de 'indulgere' (perdoar, ser indulgente).
Origem
Do latim 'indultare', verbo derivado de 'indulgentia', que significa benevolência, perdão, remissão. O termo 'indulto' (o substantivo) também tem origem similar e se refere à graça concedida pelo soberano ou autoridade competente.
Mudanças de sentido
Primariamente o ato de conceder perdão de pena ou comutar uma sentença, especialmente por autoridade real ou eclesiástica. O sentido era estritamente legal e formal.
O sentido formal se mantém em contextos jurídicos. Pode ser usado de forma figurada para indicar um perdão mais amplo ou uma clemência em situações cotidianas, embora seu uso formal seja mais comum. A palavra é classificada como formal/dicionarizada (corpus_dicionarios_portugues.txt).
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e religiosos medievais em latim vulgar e nos primórdios do português, refletindo a influência do latim na formação da língua.
Momentos culturais
O ato de indultar penas era uma prerrogativa comum de reis e imperadores, frequentemente mencionado em documentos oficiais e crônicas históricas, associado ao exercício do poder.
A palavra 'indultar' e o conceito de 'indulto' ressurgem em debates públicos e jurídicos, especialmente em casos de perdão de penas para crimes específicos ou em discussões sobre a política criminal do Estado.
Conflitos sociais
A concessão de indultos, especialmente em massa ou para figuras proeminentes, frequentemente gerou controvérsias e debates sobre justiça, impunidade e o uso discricionário do poder.
Vida emocional
Associada a conceitos de perdão, misericórdia, justiça (ou a falta dela, dependendo da perspectiva), e poder. Pode evocar sentimentos de alívio para quem recebe o indulto, ou de indignação para quem o considera injusto.
Vida digital
A palavra 'indultar' e 'indulto' aparecem em notícias, artigos jurídicos e discussões em fóruns online, geralmente em contextos de política, direito e atualidades. Não há registro de viralização ou uso em memes, dada sua natureza formal.
Representações
A ação de indultar ou a concessão de um indulto pode ser representada em obras literárias, filmes e séries que abordam temas de justiça, perdão, poder e redenção, frequentemente em contextos históricos ou dramáticos.
Comparações culturais
Inglês: 'to pardon' (conceder perdão, especialmente por autoridade) ou 'to reprieve' (suspender ou comutar pena). Espanhol: 'indultar' (termo idêntico, com a mesma origem e uso jurídico). Francês: 'accorder une grâce' (conceder uma graça) ou 'remettre une peine' (perdoar uma pena).
Relevância atual
A palavra 'indultar' mantém sua relevância no discurso jurídico e político, sendo um termo técnico para a concessão de perdão de pena. Sua formalidade a restringe a contextos específicos, mas o conceito de perdão e clemência que ela representa é atemporal e universal.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - Derivado do latim 'indultare', que significa 'perdoar', 'conceder perdão', com raízes em 'indulgentia' (benevolência, perdão). A palavra entrou no vocabulário português em um período de consolidação da língua, provavelmente através do latim eclesiástico ou jurídico.
Uso Jurídico e Religioso
Idade Média ao Século XIX - Predominantemente utilizada em contextos jurídicos e religiosos para designar o ato de perdoar uma pena ou crime, ou a concessão de um perdão oficial. Era um termo formal, associado ao poder soberano ou eclesiástico.
Uso Contemporâneo e Ressignificação
Século XX e Atualidade - Mantém seu sentido formal em contextos legais e oficiais, mas pode aparecer em usos mais coloquiais ou figurados para indicar perdão ou clemência em situações não estritamente jurídicas. A palavra 'indultar' é formal/dicionarizada, como indicado no contexto RAG.
Do latim 'indultare', derivado de 'indultum', particípio passado de 'indulgere' (perdoar, ser indulgente).