informar-se
Formado pelo verbo 'informar' + pronome reflexivo 'se'. 'Informar' vem do latim 'informare', que significa 'dar forma', 'moldar', 'instruir'.
Origem
Deriva do verbo latino 'informare', com significados como dar forma, instruir, educar, moldar, e também comunicar ou noticiar. A raiz 'forma' remete à ideia de dar estrutura ou conhecimento.
Mudanças de sentido
Principalmente 'dar forma', 'instruir'.
Começa a abranger 'dar conhecimento', 'noticiar', 'avisar'.
O sentido de 'inteirar-se de algo', 'buscar conhecimento ativamente' se fortalece, especialmente com o avanço da educação e da mídia.
O ato de 'informar-se' se torna multifacetado: busca por notícias, aprendizado online, pesquisa em redes sociais, verificação de fatos. A ênfase recai na agilidade e na amplitude do acesso, mas também na necessidade de discernimento crítico.
A era digital trouxe a necessidade de 'informar-se' de forma rápida e constante, mas também gerou o conceito de 'infoxicação' (excesso de informação), exigindo novas habilidades para filtrar e validar o que se consome.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses já demonstram o uso do verbo 'informar' com sentidos próximos ao atual de instruir ou dar conhecimento. O uso reflexivo 'informar-se' se desenvolve gradualmente.
Momentos culturais
A expansão da imprensa e a democratização do acesso à leitura tornam o ato de 'informar-se' um pilar da cidadania e do progresso social.
O surgimento da rádio e da televisão transforma a velocidade e o alcance da informação, e o ato de 'informar-se' passa a ser mediado por novas tecnologias de massa.
A internet e os smartphones democratizam o acesso à informação a um nível sem precedentes, tornando o 'informar-se' uma atividade constante e onipresente, moldando a opinião pública e o comportamento social.
Conflitos sociais
A disseminação de 'fake news' e desinformação gera conflitos sociais, questionando a confiabilidade das fontes e a capacidade das pessoas de se 'informarem' de maneira precisa e crítica. A polarização política é frequentemente alimentada por diferentes formas de se 'informar'.
Vida emocional
O ato de 'informar-se' pode gerar sentimentos de segurança, empoderamento e curiosidade, mas também ansiedade, frustração e desconfiança, dependendo da qualidade e do volume da informação recebida.
Vida digital
Termos como 'se informar', 'buscar informação', 'notícias' são onipresentes em buscas online. A viralização de conteúdos informativos (e desinformativos) é constante. Hashtags como #noticias, #informacao, #atualidades são comuns.
O ato de 'informar-se' é central na dinâmica das redes sociais, com algoritmos moldando o que os usuários veem. Memes e conteúdos curtos frequentemente resumem ou comentam eventos, influenciando a forma como as pessoas se 'informam'.
Representações
Personagens em filmes, séries e novelas frequentemente buscam se 'informar' para resolver mistérios, tomar decisões ou se preparar para conflitos. O ato de ler jornais, assistir noticiários ou navegar na internet é uma representação visual comum.
Comparações culturais
Inglês: 'to inform oneself' (literalmente 'informar a si mesmo'), 'to get informed', 'to find out'. Espanhol: 'informarse' (idêntico ao português em forma e sentido). Francês: 's'informer'. Alemão: 'sich informieren'.
Relevância atual
Em um mundo saturado de dados, a capacidade de 'informar-se' de forma crítica, ética e eficiente é uma habilidade fundamental para a cidadania, o trabalho e a vida pessoal. A distinção entre informação confiável e desinformação é um desafio constante.
Origem Etimológica e Primeiros Usos
Século XIII — do latim 'informare', que significa dar forma, moldar, instruir, ou comunicar. A palavra chega ao português através do latim vulgar.
Evolução no Português
Séculos XIV-XVIII — A palavra 'informar' e seus derivados começam a se consolidar no vocabulário português, com o sentido de dar conhecimento, noticiar, instruir. O uso reflexivo 'informar-se' ganha tração.
Era Moderna e Expansão
Séculos XIX-XX — Com o aumento da imprensa, da educação formal e da burocracia, 'informar-se' torna-se uma ação cotidiana e essencial para a participação social e profissional.
Era Digital e Atualidade
Séculos XXI — A proliferação da internet e das mídias digitais revoluciona a forma de 'informar-se', tornando o acesso instantâneo e global, mas também levantando questões sobre a veracidade e a sobrecarga de informação.
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