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inquirir-se

inquirir + se

Origem

Latim

Do latim 'inquirere', composto por 'in-' (em, para dentro) e 'quaerere' (buscar, perguntar, investigar). O sentido original é de buscar algo internamente ou aprofundadamente.

Mudanças de sentido

Latim/Português Antigo

Investigar, perguntar formalmente, apurar.

Séculos XVII-XIX

Autoexame, reflexão profunda sobre si mesmo, introspecção moral ou intelectual.

O sentido reflexivo 'inquirir-se' adquire um matiz de autoquestionamento sério, muitas vezes ligado a dilemas éticos ou existenciais, comum em obras literárias e ensaios filosóficos da época.

Atualidade

Uso restrito a contextos formais ou literários para autoquestionamento profundo.

No português brasileiro contemporâneo, 'inquirir-se' soa arcaico ou excessivamente formal para a maioria das situações. Verbos como 'refletir', 'pensar sobre', 'questionar-se' ou 'indagar-se' são preferidos no dia a dia. O uso de 'inquirir-se' pode ser intencional para conferir um tom mais erudito ou dramático.

Primeiro registro

Século XV

Registros em textos jurídicos e religiosos da época, onde o sentido de 'investigar' era predominante. O uso reflexivo ('inquirir-se') aparece em manuscritos filosóficos e teológicos.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias românticas e realistas, onde o autoexame e a introspecção eram temas recorrentes. Ex: 'O homem que se inquiria sobre seus próprios atos'.

Meados do Século XX

Menos frequente em literatura popular, mas ainda utilizado em ensaios filosóficos e acadêmicos sobre consciência e moralidade.

Comparações culturais

Inglês: 'To inquire' significa perguntar ou investigar. O reflexivo 'to inquire of oneself' é raro, sendo mais comum 'to ask oneself', 'to wonder', 'to reflect'. Espanhol: 'Inquirir' tem o mesmo sentido de investigar. O reflexivo 'inquirirse' é usado, mas 'preguntarse' e 'reflexionar' são mais comuns. Francês: 'Enquérir' significa fazer uma oferta ou licitar. O sentido de perguntar é 'demander' ou 's'enquérir de' (mais formal). Alemão: 'Erkundigen' (perguntar, informar-se). O reflexivo 'sich erkundigen' é comum. O sentido de autoanálise seria 'sich fragen' ou 'sich besinnen'.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'inquirir-se' possui baixa relevância no vocabulário cotidiano brasileiro, sendo considerada formal ou arcaica. Sua presença é notada em contextos acadêmicos, literários ou em discursos que buscam um tom de seriedade e profundidade na autoanálise.

Origem Etimológica e Latim

Século XIII — do latim 'inquirere', que significa 'investigar', 'perguntar', 'procurar'. Deriva de 'quaerere' (buscar, perguntar) com o prefixo 'in-' (em, para dentro).

Entrada no Português e Uso Inicial

Idade Média/Renascimento — A palavra 'inquirir' entra no português com o sentido de investigar, perguntar formalmente, apurar fatos. O uso reflexivo ('inquirir-se') começa a surgir em contextos mais filosóficos e teológicos.

Evolução do Sentido Reflexivo

Séculos XVII-XIX — O uso de 'inquirir-se' se consolida em textos literários e filosóficos, referindo-se à introspecção, ao autoexame moral e intelectual. Ganha um tom mais formal e erudito.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XX-Atualidade — 'Inquirir-se' é menos comum no português falado cotidiano, sendo substituído por 'perguntar-se', 'refletir', 'indagar-se'. Mantém-se em registros formais, literários e em contextos que exigem um tom mais solene ou profundo de autoanálise.

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