instruia-se
Do latim 'instruere'.
Origem
Do verbo latino 'instruere', composto por 'in-' (dentro) e 'struere' (construir, arrumar, edificar). O sentido original era 'construir por dentro', evoluindo para 'ensinar', 'informar', 'equipar'.
Mudanças de sentido
O sentido de 'construir por dentro' evoluiu para 'dar conhecimento', 'ensinar', 'guiar', 'preparar'.
O verbo 'instruir' mantém o sentido de ensinar, informar, educar. A forma reflexiva 'instruir-se' ganha o sentido de 'educar-se', 'aprender por conta própria', 'buscar conhecimento'.
A forma 'instruísse-se' (ou 'se instruísse') é usada em contextos que denotam uma ação hipotética ou desejada de autoeducação ou de ser instruído. Ex: 'Seria bom que ele se instruísse mais sobre o assunto.'
No contexto gramatical, a forma 'instruísse-se' é a conjugação da 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo 'instruir' com o pronome oblíquo átono 'se' posposto. O uso de 'se instruísse' (pronome antes do verbo) é mais comum na fala e em textos menos formais no português brasileiro contemporâneo, mas 'instruísse-se' é gramaticalmente correto e preferível em contextos formais e literários.
Primeiro registro
Registros de 'instruir' e suas conjugações em textos em português arcaico, como crônicas e documentos legais. A forma pronominal 'instruir-se' e suas conjugações, como 'instruísse-se', tornam-se mais frequentes a partir do século XV.
Momentos culturais
Períodos de grande valorização do conhecimento e da educação, onde o ato de 'instruir-se' era visto como fundamental para o desenvolvimento individual e social. Textos filosóficos e literários da época frequentemente abordam a importância da autoeducação.
Com a expansão da educação formal e a proliferação de livros e meios de comunicação, o conceito de 'instruir-se' se torna mais acessível, embora a desigualdade no acesso ao conhecimento persista. A forma 'instruísse-se' aparece em obras literárias que retratam dilemas morais ou situações hipotéticas.
Vida digital
A forma 'instruísse-se' é raramente usada em contextos digitais informais. O pronome 'se' tende a preceder o verbo ('se instruísse'). Busca por 'como se instruir' ou 'importância de se instruir' é comum em plataformas de aprendizado online e redes sociais focadas em educação e desenvolvimento pessoal.
Comparações culturais
Inglês: 'to instruct oneself' (formal) ou 'to educate oneself' (mais comum). O pretérito imperfeito do subjuntivo em inglês ('if one were to instruct oneself') tem uma estrutura diferente. Espanhol: 'instruirse' (verbo reflexivo). O pretérito imperfeito do subjuntivo seria 'se instruyera' ou 'se instruyese'. A forma com pronome posposto ('instruyérase') é mais formal e menos comum no espanhol moderno, especialmente na América Latina. Francês: 's'instruire'. O pretérito imperfeito do subjuntivo seria 's'instruisît'.
Relevância atual
A forma 'instruísse-se' é gramaticalmente correta, mas sua ocorrência em textos informais e na fala cotidiana é baixa no português brasileiro. O uso de 'se instruísse' é predominante. No entanto, em contextos acadêmicos, literários ou jurídicos, a forma com pronome posposto ainda é utilizada para manter a formalidade e a precisão gramatical. O conceito de 'instruir-se' (buscar conhecimento) permanece central na sociedade da informação.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VI d.C. — Deriva do verbo latino 'instruere', que significa 'construir dentro', 'ensinar', 'informar', 'equipar'. O prefixo 'in-' (dentro) + 'struere' (construir, arrumar).
Entrada no Português e Evolução Medieval
Século XIII-XIV — A palavra 'instruir' e suas formas conjugadas começam a aparecer no português arcaico, com o sentido de ensinar, dar conhecimento, guiar. O pretérito imperfeito do subjuntivo 'instruisse' (forma sem pronome) já existia.
Formação da Forma Reflexiva e Uso
Século XV-XVI — Com a consolidação da língua portuguesa e o desenvolvimento das construções pronominais, a forma 'instruir-se' (ensinar a si mesmo, educar-se) torna-se comum. O pretérito imperfeito do subjuntivo 'instruisse' se une ao pronome 'se' para formar 'instruísse-se' (ou 'se instruísse').
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XX-Atualidade — A forma 'instruísse-se' (ou 'se instruísse') é utilizada em contextos formais e literários para expressar uma condição hipotética ou desejo de que alguém se educasse ou se informasse. No português brasileiro, a forma 'instruísse-se' é a conjugação correta para a 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo com pronome oblíquo átono posposto.
Do latim 'instruere'.