integrar-se-ia
Derivado do verbo 'integrar' (do latim 'integrare') com o pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-ia' do futuro do pretérito.
Origem
Do latim 'integrare', derivado de 'integer' (inteiro, completo).
Mudanças de sentido
Tornar inteiro, completar, unir.
Ação de tornar completo ou parte de um todo, com a nuance de uma condição hipotética no passado expressa pela forma verbal 'integrar-se-ia'.
O sentido base de 'tornar parte de um todo' permanece, mas a forma 'integrar-se-ia' é raramente usada, sendo substituída por construções mais modernas como 'se integraria' ou 'teria se integrado'. A ideia de uma ação hipotética no passado é mantida.
A forma 'integrar-se-ia' evoca um cenário passado que não se concretizou, uma possibilidade que existia sob certas condições. Por exemplo: 'Se a proposta fosse aceita, o novo membro integrar-se-ia ao grupo sem dificuldades.' A raridade da forma no uso corrente a confere um tom formal ou literário.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português, onde a ordem de pronomes e a conjugação verbal refletiam estruturas gramaticais mais próximas do latim e do galego-português arcaico. A forma exata 'integrar-se-ia' pode ser encontrada em documentos legais, crônicas ou literatura religiosa da época.
Momentos culturais
A forma 'integrar-se-ia' seria mais provável de ser encontrada em obras literárias de autores como Camões ou em textos históricos e jurídicos de períodos anteriores ao século XIX, onde a sintaxe era mais flexível e a mesóclise (pronome no meio do verbo) ou a posposição do pronome ao auxiliar eram mais comuns.
A discussão sobre a posição do pronome oblíquo e a formação dos tempos compostos em português, incluindo o futuro do pretérito, aparece em gramáticas desde o século XVIII, mas a forma 'integrar-se-ia' é geralmente apresentada como uma construção arcaica ou menos usual em comparação com 'se integraria'.
Comparações culturais
Inglês: A ideia de uma ação hipotética no passado seria expressa por 'would have integrated' (condicional perfeito). A estrutura do português 'integrar-se-ia' não tem um equivalente direto em termos de ordem de palavras e morfologia. Espanhol: Seria expressa pelo futuro do pretérito composto, como 'se habría integrado' ou, em construções mais antigas ou literárias, 'habríase integrado'. A posposição do pronome ao auxiliar ('habríase') é mais comum no espanhol antigo e literário do que no português moderno para esta forma verbal.
Relevância atual
No português brasileiro atual, a forma 'integrar-se-ia' é considerada arcaica e de uso restrito a contextos literários, acadêmicos ou a falantes com grande familiaridade com a norma culta antiga. A tendência é o uso de 'se integraria' ou 'teria se integrado'. A compreensão do seu significado (uma ação hipotética no passado) é essencial para a leitura de textos mais antigos.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VI d.C. — Deriva do verbo latino 'integrare', que significa 'tornar inteiro', 'completar', 'unir'. O verbo latino, por sua vez, vem de 'integer', adjetivo que significa 'inteiro', 'completo', 'intocado'.
Entrada no Português e Formação do Condicional
Séculos XII-XIII — O verbo 'integrar' entra na língua portuguesa. A formação do futuro do pretérito (condicional simples) 'integraria' e do futuro do pretérito composto 'teria integrado' ocorre gradualmente. A forma 'integrar-se-ia' é uma construção gramatical específica do futuro do pretérito composto, com o pronome oblíquo átono 'se' posposto ao verbo auxiliar 'teria' (forma do pretérito imperfeito do indicativo de 'ter') e o pronome 'ia' (do verbo 'ir') posposto ao infinitivo 'integrar'. Esta estrutura, embora gramaticalmente correta, é arcaica e rara no português moderno.
Uso Arcaico e Moderno
Séculos XIV-Atualidade — A forma 'integrar-se-ia' representa uma construção gramatical do futuro do pretérito composto com pronome oblíquo posposto ao auxiliar, que era mais comum em textos antigos. No português brasileiro contemporâneo, a ordem 'se integraria' (pronome antes do verbo) ou a forma analítica 'teria se integrado' são preferidas, tornando 'integrar-se-ia' uma forma rara e literária.
Derivado do verbo 'integrar' (do latim 'integrare') com o pronome reflexivo 'se' e a terminação verbal '-ia' do futuro do pretérito.