intentona

Derivado do verbo 'intentar' (tentar, empreender), com o sufixo '-ona' que indica ação ou resultado de ação, frequentemente com sentido aumentativo ou pejorativo.

Origem

Século XIX

Do italiano 'intentona', diminutivo de 'intento' (intenção, plano), com o sufixo '-ona' que pode indicar algo grande, exagerado ou, neste caso, uma tentativa malfadada ou de pouca monta.

Mudanças de sentido

Século XIX - Atualidade

O sentido principal de 'tentativa de golpe de Estado ou revolta' permaneceu estável, mas o sufixo '-ona' confere uma nuance de algo que não se concretizou plenamente, uma tentativa frustrada ou de menor impacto, embora ainda perigosa.

A palavra carrega consigo a ideia de um plano que falhou ou que foi descoberto antes de sua plena execução, distinguindo-se de um golpe de Estado bem-sucedido ou de uma revolução em larga escala.

Primeiro registro

Final do Século XIX

Registros em jornais e documentos históricos brasileiros que datam do final do século XIX, referindo-se a movimentos políticos e militares de caráter insurrecional.

Momentos culturais

Século XX

A palavra foi frequentemente utilizada na imprensa e em obras historiográficas para descrever eventos como a Intentona Comunista de 1935, consolidando seu uso no imaginário político brasileiro.

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

Associada a períodos de forte polarização política e tentativas de ruptura democrática, a palavra evoca instabilidade, conspiração e a luta pelo poder.

Vida emocional

Século XX - Atualidade

A palavra carrega um peso negativo, associado a perigo, traição e desordem. Evoca sentimentos de apreensão e desconfiança em relação a movimentos políticos radicais.

Comparações culturais

Século XIX - Atualidade

Inglês: 'Coup attempt' ou 'putsch' (este último de origem alemã, mas amplamente usado). Espanhol: 'Intentona' é um termo usado de forma similar, derivado do mesmo radical latino e italiano. Francês: 'Tentative de coup d'État'.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'intentona' continua a ser utilizada no discurso político e midiático brasileiro para descrever tentativas de desestabilização do regime democrático, mantendo sua carga semântica de um plano subversivo que não se concretizou plenamente.

Origem Etimológica

Século XIX — Deriva do italiano 'intentona', diminutivo de 'intento' (intenção, plano), com o sufixo '-ona' indicando algo grande ou exagerado, frequentemente com conotação negativa.

Entrada na Língua e Uso Inicial

Final do século XIX e início do século XX — A palavra entra no vocabulário político brasileiro, referindo-se a tentativas de derrubada de governos ou golpes de estado mal sucedidos ou de pequena escala.

Consolidação do Uso Político

Século XX — 'Intentona' torna-se um termo recorrente na imprensa e na historiografia para descrever movimentos conspiratórios e insurreições contra a ordem estabelecida, especialmente em contextos de instabilidade política.

Uso Contemporâneo

Atualidade — A palavra mantém seu sentido original de tentativa de golpe ou revolta, sendo utilizada em contextos jornalísticos, acadêmicos e em debates políticos para caracterizar ações subversivas ou desestabilizadoras.

intentona

Derivado do verbo 'intentar' (tentar, empreender), com o sufixo '-ona' que indica ação ou resultado de ação, frequentemente com sentido aum…

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