intocável

Do latim 'intactilis', de 'in-' (não) + 'tangere' (tocar).

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'intactus', particípio passado de 'contingere' (tocar, alcançar), com o prefixo de negação 'in-'.

Mudanças de sentido

Idade Média - Período Colonial

Sentido primário e literal: que não se pode tocar fisicamente.

Século XX - Atualidade

Expansão para o sentido figurado: algo que não deve ser violado, desrespeitado ou alterado, aplicado a direitos, valores, tabus e até pessoas.

A palavra 'intocável' adquire um peso semântico considerável, sendo usada em contextos de sacralidade, inviolabilidade jurídica, direitos humanos e, em alguns casos, para descrever status sociais ou morais elevados que impedem a crítica ou o questionamento.

Primeiro registro

Período Medieval

Registros em textos jurídicos e religiosos que tratam de bens sagrados ou invioláveis. (Referência: corpus_textual_medieval_portugues)

Momentos culturais

Século XX

Uso frequente em debates sobre direitos humanos, patrimônio cultural e temas religiosos, onde a ideia de 'intocável' se torna central.

Atualidade

Presente em discussões sobre a inviolabilidade de dados, a proteção de minorias e a santidade de certos símbolos ou figuras públicas.

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

A palavra é frequentemente empregada em debates polarizados, onde a alegação de 'intocabilidade' de um indivíduo, grupo ou ideia pode ser usada para silenciar críticas ou impedir o escrutínio público, gerando conflitos sobre liberdade de expressão versus proteção.

Vida emocional

Atualidade

Carrega um peso de reverência, sacralidade ou, inversamente, de arrogância e privilégio, dependendo do contexto de uso. Pode evocar respeito, indignação ou repulsa.

Vida digital

Atualidade

Aparece em discussões online sobre temas sensíveis, direitos, e em debates políticos. Menos comum em memes, mas presente em comentários e artigos de opinião.

Representações

Século XX - Atualidade

Personagens ou conceitos descritos como 'intocáveis' em filmes, séries e novelas, geralmente associados a figuras de poder, divindades, segredos guardados ou tabus sociais.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'untouchable', com sentidos similares, aplicado a pessoas, objetos ou conceitos que não podem ser tocados ou afetados. Espanhol: 'intocable', também com o duplo sentido literal e figurado, usado em contextos jurídicos, religiosos e sociais. Francês: 'intouchable', similar aos demais. Alemão: 'unantastbar', com forte conotação de inviolabilidade legal e moral.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'intocável' mantém sua relevância em discussões sobre direitos fundamentais, limites éticos, proteção de minorias e a definição do que é sagrado ou inviolável na sociedade contemporânea. Sua carga semântica a torna uma ferramenta poderosa em debates morais e políticos.

Origem Etimológica

Deriva do latim 'intactus', particípio passado de 'contingere', que significa tocar, alcançar. 'In-' é um prefixo de negação.

Entrada e Consolidação no Português

A palavra 'intocável' surge no português com o sentido literal de algo que não pode ser tocado fisicamente. Sua adoção e uso se consolidam ao longo dos séculos, aparecendo em textos literários e jurídicos.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Mantém o sentido literal, mas ganha forte carga figurada, aplicada a conceitos, direitos, valores e pessoas que não devem ser violados ou desrespeitados. É uma palavra formal, encontrada em dicionários.

intocável

Do latim 'intactilis', de 'in-' (não) + 'tangere' (tocar).

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