ir-mais-fundo

Combinação da locução verbal 'ir' com o advérbio 'mais' e o advérbio/adjetivo 'fundo'.

Origem

Século XVI

Formada pela aglutinação do verbo 'ir' (do latim 'ire', mover-se, caminhar) com o advérbio 'mais' (do latim 'magis', em maior grau) e o adjetivo/advérbio 'fundo' (do latim 'fundus', base, parte inferior, profundidade). A junção expressa a ideia de avançar em direção a uma maior profundidade.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Inicialmente, o sentido era mais literal, indicando a ação de ir fisicamente para um lugar mais profundo. Gradualmente, o sentido figurado se consolidou, passando a significar aprofundamento intelectual ou investigativo.

Século XX - Atualidade

O sentido de aprofundamento em um tema se mantém, mas a expressão é cada vez mais utilizada em contextos de análise crítica, pesquisa científica, desenvolvimento de projetos e até mesmo em discussões sobre autoconhecimento e exploração de ideias complexas.

Na atualidade, 'ir mais fundo' pode ser associado a metodologias de pesquisa que buscam nuances e causas primárias, ou a um convite para uma reflexão mais profunda sobre um assunto, fugindo de análises superficiais. É comum em títulos de artigos, palestras e debates.

Primeiro registro

Século XVI

Embora a formação da expressão seja atribuída a este período, registros específicos de seu uso com o sentido figurado podem ser mais tardios, aparecendo em textos literários e filosóficos a partir do século XVII. (Referência: corpus_literatura_colonial.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que exploravam a psicologia dos personagens ou a complexidade de enredos, como em romances naturalistas e realistas.

Século XX

Utilizada em debates intelectuais e acadêmicos sobre aprofundamento teórico e metodológico em diversas áreas do conhecimento.

Atualidade

Frequente em títulos de documentários, podcasts investigativos e artigos de opinião que buscam desmistificar ou analisar temas complexos. Exemplo: 'Vamos ir mais fundo nas causas da crise econômica'.

Vida digital

Usada em hashtags como #irmaisFundo, #aprofundamento, #pesquisa, em plataformas como Twitter e Instagram, para incentivar discussões mais detalhadas sobre temas diversos.

Comum em títulos de vídeos no YouTube que prometem análises aprofundadas de notícias, filmes, livros ou eventos históricos.

Pode aparecer em memes como um contraponto à superficialidade de certas discussões online, incentivando a reflexão crítica.

Comparações culturais

Inglês: 'to delve deeper', 'to go deeper', 'to dig deeper'. Espanhol: 'profundizar', 'ir más allá', 'ahondar'. A ideia de aprofundamento é universal, mas a construção morfológica em português é mais direta e verbal.

Francês: 'approfondir', 'aller plus loin'. Alemão: 'vertiefen', 'tiefer gehen'. As línguas germânicas frequentemente usam compostos para expressar a ideia de profundidade, enquanto as românicas tendem a usar verbos derivados de 'profundo' ou 'longe'.

Relevância atual

A expressão mantém sua relevância como um convite à reflexão crítica e à busca por conhecimento aprofundado em uma era de informação rápida e, por vezes, superficial. É um antídoto contra o 'raso' e o 'superficial'.

Em contextos de educação, pesquisa e jornalismo investigativo, 'ir mais fundo' é um objetivo constante e um valor a ser perseguido.

Origem e Formação

Século XVI - Formada pela junção do verbo 'ir' com o advérbio 'mais' e o adjetivo/advérbio 'fundo'. Reflete a ideia de progresso e aprofundamento.

Consolidação e Uso

Séculos XVII-XIX - A expressão começa a ser utilizada em contextos mais formais e literários para descrever a busca por conhecimento ou a análise detalhada de um tema.

Modernização e Digitalização

Século XX - Atualidade - A expressão ganha força em ambientes acadêmicos, jornalísticos e, mais recentemente, na internet, sendo usada em discussões sobre pesquisa, investigação e desenvolvimento pessoal.

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Combinação da locução verbal 'ir' com o advérbio 'mais' e o advérbio/adjetivo 'fundo'.

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