jogastes-fora
Composição de 'jogar' + 'fora'.
Origem
Formação do português brasileiro. Junção do verbo 'jogar' (latim 'iocare') com o advérbio/preposição 'fora' (latim 'foras'). A forma 'jogastes' é a 2ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, indicando ação concluída no passado.
Mudanças de sentido
Consolidação do sentido de 'descartar', 'livrar-se de algo ou alguém sem valor ou indesejado'.
A forma 'jogar fora' se torna predominante. 'Jogastes fora' soa arcaica e é raramente usada no cotidiano brasileiro.
A forma 'jogastes fora' é mais comum em contextos literários ou para evocar um tom específico, como nostalgia ou formalidade excessiva para o uso moderno. O sentido de descarte, no entanto, permanece o mesmo, mas a conjugação específica caiu em desuso na fala corrente.
Primeiro registro
Registros de uso do verbo 'jogar' e do advérbio 'fora' em textos coloniais brasileiros, indicando a formação da expressão. A conjugação específica 'jogastes' é inerente à gramática da época.
Momentos culturais
Presença em textos literários e relatos históricos que refletem o vocabulário e a gramática da época, onde 'jogastes fora' era uma forma verbal comum.
Uso esporádico em obras que recriam ou referenciam períodos anteriores, ou em contextos de alta formalidade.
Vida emocional
A forma 'jogastes fora' carrega um peso de arcaísmo e formalidade, podendo evocar nostalgia ou estranhamento no português brasileiro contemporâneo. O sentido de descarte em si pode ser associado a sentimentos de perda, rejeição ou alívio, dependendo do contexto.
Comparações culturais
Inglês: 'you threw away' (forma mais comum e direta). Espanhol: 'tiraste' ou 'arrojaste' (dependendo do contexto e região, com conjugações verbais que também evoluíram). A forma específica 'jogastes' é menos comum em ambas as línguas no uso coloquial moderno.
Relevância atual
A expressão 'jogar fora' é extremamente relevante e comum no português brasileiro. 'Jogastes fora' é raramente utilizada no dia a dia, sendo mais um vestígio gramatical e estilístico do passado, encontrado em contextos específicos.
Origem e Formação
Século XVI - Formação do português brasileiro a partir do português europeu, com a junção do verbo 'jogar' (do latim iocare, 'brincar', 'divertir-se') e do advérbio/preposição 'fora' (do latim foras, 'para fora'). A forma 'jogastes' é a segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação concluída no passado, comum na conjugação verbal arcaica.
Evolução do Sentido
Séculos XVII-XIX - O sentido de 'descartar', 'livrar-se de algo ou alguém' se consolida no uso coloquial, referindo-se a objetos, ideias ou pessoas consideradas sem valor ou indesejadas. A forma 'jogastes fora' mantém a estrutura verbal e o sentido de descarte.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade - A expressão 'jogar fora' (sem a conjugação específica 'jogastes') torna-se a forma predominante no português brasileiro. 'Jogastes fora' é raramente usada em contextos informais e soa arcaica ou formal demais para o uso cotidiano, sendo mais comum em textos literários ou em contextos que buscam um tom específico.
Composição de 'jogar' + 'fora'.