julgariam
Do latim 'iudicare'.
Origem
Deriva do latim 'iudicare', que significa 'dizer o direito', 'declarar', 'sentenciar'. A terminação '-iam' é característica da terceira pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo em português.
Mudanças de sentido
A forma verbal 'julgariam' sempre manteve seu sentido gramatical de expressar uma ação hipotética ou condicional no passado, sem grandes alterações semânticas em seu núcleo.
O verbo 'julgar' em si evoluiu de um sentido estritamente jurídico para abranger opiniões, avaliações e interpretações, mas a forma 'julgariam' preserva a nuance de uma ação que 'teria acontecido' ou 'poderia ter acontecido'.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico já demonstram o uso de conjugações verbais com a terminação '-iam' para o futuro do pretérito, indicando que a forma 'julgariam' já existia e era utilizada em contextos literários e administrativos.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de Camões a Machado de Assis, onde é empregada para construir narrativas com elementos de incerteza, desejo ou arrependimento. Ex: 'Se tivessem agido diferente, eles se julgariam mais felizes.'
Utilizada em debates sobre ética, moral e justiça, frequentemente em construções hipotéticas para explorar cenários e consequências. Ex: 'Os juízes julgariam o caso com base em novas evidências.'
Comparações culturais
Inglês: 'they would judge' (condicional). Espanhol: 'juzgarían' (condicional). Francês: 'ils jugeraient' (conditionnel présent). Italiano: 'giudicherebbero' (condizionale presente). Todas as formas expressam uma ação hipotética ou condicional, similar ao uso em português.
Relevância atual
A palavra 'julgariam' é uma forma verbal formal e gramaticalmente correta, essencial para a construção de sentenças condicionais e hipotéticas na língua portuguesa. Sua relevância reside na precisão gramatical e na capacidade de expressar nuances de incerteza, possibilidade ou desejo em contextos escritos e falados formais. É uma palavra dicionarizada e parte integrante do vocabulário padrão.
Origem Latina e Formação do Verbo
Século XII-XIII — O verbo 'julgar' deriva do latim 'iudicare', que significa 'dizer o direito', 'declarar', 'sentenciar'. A forma 'julgariam' é uma conjugação específica do futuro do pretérito do indicativo, indicando uma ação hipotética ou condicional no passado, que se formou com a evolução do latim vulgar para o português.
Consolidação no Português
Séculos XIV-XVIII — A forma 'julgariam' já estava estabelecida na língua portuguesa, sendo utilizada em textos literários e jurídicos para expressar hipóteses, desejos ou ações que poderiam ter ocorrido sob certas condições. O uso era formal e seguia as regras gramaticais da época.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XIX-Atualidade — A forma 'julgariam' mantém seu uso gramaticalmente correto em contextos formais, literários e acadêmicos. Sua presença é constante na escrita culta, refletindo a estrutura condicional e hipotética da língua portuguesa.
Do latim 'iudicare'.