ladra
Feminino de 'ladrão', do latim 'latronem'.
Origem
Do latim vulgar 'latra', feminino de 'latro' (ladrão), com raiz no grego 'lathron' (às escondidas).
Mudanças de sentido
Formação do feminino direto de 'ladrão', com sentido literal de mulher que furta.
Uso literal em contextos jurídicos e literários. Início de usos figurados para descrever ações furtivas ou traiçoeiras, embora menos comum que o masculino.
Manutenção do sentido literal. Uso figurado menos frequente, mas ainda possível para qualificar algo ou alguém de traiçoeiro ou sorrateiro. Classificada como palavra formal/dicionarizada. (corpus_girias_regionais.txt)
Primeiro registro
Registros em textos em português arcaico, como em crônicas e documentos legais da época, onde o feminino de 'ladrão' é estabelecido.
Momentos culturais
Presença em narrativas populares e literatura, frequentemente associada a personagens femininas em contos e fábulas, por vezes com nuances de astúcia.
Aparece em obras literárias e roteiros de cinema e televisão, retratando personagens femininas em situações de roubo ou engano.
Conflitos sociais
A palavra pode carregar um estigma social associado à criminalidade feminina, embora o foco social e midiático em crimes muitas vezes recaia mais sobre o termo masculino 'ladrão'.
Vida emocional
Associada a sentimentos de desconfiança, repúdio e, em contextos figurados, a uma percepção de traição ou engano.
Vida digital
Menos proeminente em buscas e memes comparada a termos mais genéricos ou com conotações mais amplas. O uso digital tende a ser literal ou em contextos específicos de jogos ou ficção.
Representações
Personagens femininas em filmes de ação, suspense ou drama que praticam roubos ou atos ilícitos. Exemplos podem variar de vilãs a anti-heroínas.
Figuras em romances, contos e peças teatrais, explorando a complexidade de personagens femininas em situações de transgressão.
Comparações culturais
Inglês: 'thief' (feminino 'thiefess' é arcaico e raramente usado, o termo neutro 'thief' é preferido). Espanhol: 'ladrona' (diretamente comparável, feminino de 'ladrón'). Francês: 'voleuse' (feminino de 'voleur'). Italiano: 'ladra' (diretamente comparável, feminino de 'ladro').
Relevância atual
A palavra 'ladra' mantém sua relevância como termo formal e dicionarizado para descrever uma mulher que furta. Seu uso figurado é menos comum, mas ainda compreendido. A discussão sobre gênero na linguagem pode influenciar a percepção e o uso de termos femininos em contextos criminais ou figurados.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Deriva do latim vulgar 'latra', feminino de 'latro', que significa ladrão. A raiz latina remonta ao grego 'lathron' (às escondidas).
Entrada no Português e Formação
A palavra 'ladra' surge no português arcaico como o feminino de 'ladrão', referindo-se a uma mulher que comete furto. Sua estrutura é direta, seguindo o padrão de formação de gênero na língua.
Uso Histórico e Literário
Ao longo dos séculos, 'ladra' foi utilizada em contextos literários e jurídicos para descrever a ação de furtar por parte de mulheres. O termo manteve seu sentido literal, mas também adquiriu conotações figuradas.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
No português brasileiro contemporâneo, 'ladra' mantém seu sentido literal de mulher que furta. Figurativamente, pode ser usada para descrever algo traiçoeiro ou furtivo, embora com menor frequência que o masculino 'ladrão' em sentidos figurados. A palavra é formal/dicionarizada.
Feminino de 'ladrão', do latim 'latronem'.