ladra

Feminino de 'ladrão', do latim 'latronem'.

Origem

Antiguidade Clássica - Idade Média

Do latim vulgar 'latra', feminino de 'latro' (ladrão), com raiz no grego 'lathron' (às escondidas).

Mudanças de sentido

Séculos XIII-XIV

Formação do feminino direto de 'ladrão', com sentido literal de mulher que furta.

Séculos XV - XIX

Uso literal em contextos jurídicos e literários. Início de usos figurados para descrever ações furtivas ou traiçoeiras, embora menos comum que o masculino.

Século XX - Atualidade

Manutenção do sentido literal. Uso figurado menos frequente, mas ainda possível para qualificar algo ou alguém de traiçoeiro ou sorrateiro. Classificada como palavra formal/dicionarizada. (corpus_girias_regionais.txt)

Primeiro registro

Séculos XIII-XIV

Registros em textos em português arcaico, como em crônicas e documentos legais da época, onde o feminino de 'ladrão' é estabelecido.

Momentos culturais

Idade Média - Renascimento

Presença em narrativas populares e literatura, frequentemente associada a personagens femininas em contos e fábulas, por vezes com nuances de astúcia.

Século XX

Aparece em obras literárias e roteiros de cinema e televisão, retratando personagens femininas em situações de roubo ou engano.

Conflitos sociais

Histórico

A palavra pode carregar um estigma social associado à criminalidade feminina, embora o foco social e midiático em crimes muitas vezes recaia mais sobre o termo masculino 'ladrão'.

Vida emocional

Geral

Associada a sentimentos de desconfiança, repúdio e, em contextos figurados, a uma percepção de traição ou engano.

Vida digital

Atualidade

Menos proeminente em buscas e memes comparada a termos mais genéricos ou com conotações mais amplas. O uso digital tende a ser literal ou em contextos específicos de jogos ou ficção.

Representações

Cinema e Televisão

Personagens femininas em filmes de ação, suspense ou drama que praticam roubos ou atos ilícitos. Exemplos podem variar de vilãs a anti-heroínas.

Literatura

Figuras em romances, contos e peças teatrais, explorando a complexidade de personagens femininas em situações de transgressão.

Comparações culturais

Geral

Inglês: 'thief' (feminino 'thiefess' é arcaico e raramente usado, o termo neutro 'thief' é preferido). Espanhol: 'ladrona' (diretamente comparável, feminino de 'ladrón'). Francês: 'voleuse' (feminino de 'voleur'). Italiano: 'ladra' (diretamente comparável, feminino de 'ladro').

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'ladra' mantém sua relevância como termo formal e dicionarizado para descrever uma mulher que furta. Seu uso figurado é menos comum, mas ainda compreendido. A discussão sobre gênero na linguagem pode influenciar a percepção e o uso de termos femininos em contextos criminais ou figurados.

Origem Etimológica e Latim Vulgar

Deriva do latim vulgar 'latra', feminino de 'latro', que significa ladrão. A raiz latina remonta ao grego 'lathron' (às escondidas).

Entrada no Português e Formação

A palavra 'ladra' surge no português arcaico como o feminino de 'ladrão', referindo-se a uma mulher que comete furto. Sua estrutura é direta, seguindo o padrão de formação de gênero na língua.

Uso Histórico e Literário

Ao longo dos séculos, 'ladra' foi utilizada em contextos literários e jurídicos para descrever a ação de furtar por parte de mulheres. O termo manteve seu sentido literal, mas também adquiriu conotações figuradas.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

No português brasileiro contemporâneo, 'ladra' mantém seu sentido literal de mulher que furta. Figurativamente, pode ser usada para descrever algo traiçoeiro ou furtivo, embora com menor frequência que o masculino 'ladrão' em sentidos figurados. A palavra é formal/dicionarizada.

ladra

Feminino de 'ladrão', do latim 'latronem'.

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