ladrona
Do latim 'latronem', acusativo de 'latro'.
Origem
Do latim 'latro, latronis' (ladrão), com o sufixo feminino '-ona'.
Mudanças de sentido
Literalmente mulher que furta ou rouba; figurativamente, mulher astuta ou desonesta.
Predominantemente literal, mas com uso restrito e conotação negativa ou enfática. A forma 'ladra' é a mais usual.
A forma 'ladrona' carrega um peso histórico e, em alguns contextos, pode soar mais forte ou arcaica que 'ladra'. Sua raridade no uso corrente pode torná-la mais impactante quando empregada.
Primeiro registro
Registros em obras literárias e documentos legais da época, indicando seu uso em contextos formais e informais.
Momentos culturais
Aparece em crônicas, romances de cavalaria e textos que descrevem a sociedade e o crime, refletindo a percepção social da mulher em atividades ilícitas.
Conflitos sociais
A palavra pode estar associada à marginalização e à criminalização de mulheres, refletindo preconceitos sociais sobre o papel feminino e a transgressão de normas.
Vida emocional
Geralmente associada a sentimentos negativos como desonestidade, astúcia e transgressão. O uso pode evocar repulsa ou desconfiança.
Vida digital
Baixa presença em buscas e menções online, comparada a termos mais comuns. Pode aparecer em discussões sobre etimologia, regionalismos ou em contextos literários específicos.
Representações
Menos comum em representações modernas de mídia, onde 'ladra' é preferida. Quando aparece, pode ser para evocar um tom mais arcaico ou específico de um personagem.
Comparações culturais
Inglês: 'thief' (feminino não marcado gramaticalmente). Espanhol: 'ladrona' (uso similar ao português, mas mais comum e menos arcaico). Francês: 'voleuse'. Italiano: 'ladra'.
Relevância atual
A palavra 'ladrona' é considerada formal/dicionarizada, mas sua frequência de uso no português brasileiro é baixa. É mais comum encontrar 'ladra'. O uso de 'ladrona' pode ser percebido como enfático, arcaico ou regional, e carrega uma conotação negativa forte.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Deriva do latim 'latro, latronis' (ladrão), com o sufixo feminino '-ona', comum em palavras de origem popular ou aumentativas, mas aqui com função de gênero. A forma 'ladra' é mais antiga e comum, mas 'ladrona' surge como uma variação, possivelmente com um tom mais enfático ou regional.
Uso Histórico e Literário
Séculos XVI-XIX — Presente em textos literários e jurídicos, frequentemente com conotação negativa, referindo-se a mulheres criminosas. O uso pode variar entre o literal e o figurado, para descrever alguém astuta ou desonesta.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — A palavra 'ladrona' é menos comum no português brasileiro contemporâneo do que 'ladra'. É considerada uma forma mais arcaica ou regional, e seu uso pode soar enfático ou até mesmo pejorativo dependendo do contexto. É identificada como uma palavra formal/dicionarizada, mas com baixa frequência de uso no dia a dia.
Do latim 'latronem', acusativo de 'latro'.