larguem-de-mao

Formado pela conjugação do verbo 'largar' (do latim 'largire', dar, conceder) com a preposição 'de' e o substantivo 'mão' (do latim 'manus').

Origem

Século XVI

Formada pela junção do verbo 'largar' (do germânico *lātan*, deixar, permitir) com a preposição 'de' e o substantivo 'mão' (do latim *manus*). A expressão original 'largar a mão' significava literalmente soltar algo que se segurava.

Mudanças de sentido

Século XVI

Sentido literal: soltar algo físico que se segurava.

Séculos XVII-XVIII

Início do sentido figurado: desistir de um plano, intenção ou empreendimento, como se soltasse algo abstrato que se agarrava.

Séculos XIX-XXI

Consolidação do sentido de desistir completamente, abandonar um propósito ou objetivo. O uso se expande para diversas situações da vida.

A expressão 'largar de mão' se tornou um idiomatismo comum no português brasileiro, frequentemente utilizada para expressar a renúncia a algo que se almejava ou se mantinha, seja um projeto, um relacionamento, um hábito ou até mesmo uma crença. O sentido é sempre de abandono definitivo ou de desistência de um esforço contínuo.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em textos literários e documentos administrativos da época já indicam o uso figurado da expressão, embora o sentido literal ainda fosse predominante. (Referência: corpus_literario_seculo_XVII.txt)

Momentos culturais

Século XX

Presente em letras de música popular brasileira, expressando desilusões amorosas ou desistência de sonhos. (Referência: letras_musicais_MPB_seculo_XX.txt)

Anos 1980-1990

Uso frequente em telenovelas para retratar conflitos familiares e desistência de planos de vida.

Conflitos sociais

Século XX

A expressão pode ser usada em contextos de crítica social para descrever a desistência de lutas ou objetivos por parte de grupos marginalizados devido à opressão ou falta de recursos.

Vida emocional

Contemporâneo

Associada a sentimentos de frustração, resignação, alívio (ao desistir de algo penoso) ou arrependimento (ao desistir de algo importante).

Vida digital

Anos 2010-Atualidade

Presente em memes e posts de redes sociais, muitas vezes com tom humorístico ou irônico sobre desistências cotidianas. (Referência: corpus_memes_redes_sociais.txt)

Atualidade

Buscas online relacionadas a 'como não largar de mão' ou 'o que fazer quando se quer largar de mão' indicam a relevância da expressão em dilemas pessoais e profissionais.

Representações

Século XX-XXI

Frequentemente utilizada em diálogos de filmes, séries e novelas brasileiras para expressar a decisão de abandonar um plano, um relacionamento ou um objetivo.

Comparações culturais

Contemporâneo

Inglês: 'give up', 'let go'. Espanhol: 'rendirse', 'abandonar'. O conceito de desistir ou soltar é universal, mas a construção idiomática com 'mão' é específica do português.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'largar de mão' mantém sua forte presença no vocabulário brasileiro, sendo utilizada em diversos contextos para descrever o ato de desistir ou abandonar algo, refletindo a dinâmica das decisões e renúncias na vida contemporânea.

Origem e Formação

Século XVI - Formada pela junção do verbo 'largar' (do germânico *lātan*, deixar, permitir) com a preposição 'de' e o substantivo 'mão' (do latim *manus*). A expressão original 'largar a mão' significava literalmente soltar algo que se segurava.

Evolução do Sentido

Séculos XVII-XVIII - O sentido figurado de desistir, abandonar um propósito ou intenção começa a se consolidar, mantendo a ideia de soltar algo que se agarrava, mas de forma abstrata. O uso se torna mais comum em contextos de empreendimentos e planos.

Consolidação e Uso Contemporâneo

Séculos XIX-XXI - A expressão 'largar de mão' se estabelece como sinônimo de desistir, renunciar, abandonar. Ganha força em diferentes registros linguísticos, do formal ao informal, e se adapta a novas realidades sociais e tecnológicas.

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Formado pela conjugação do verbo 'largar' (do latim 'largire', dar, conceder) com a preposição 'de' e o substantivo 'mão' (do latim 'manus'…

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