levariam-a-ruina

Derivado do verbo 'levar' (do latim 'levare', erguer, tirar) com a preposição 'a' e o substantivo 'ruína' (do latim 'ruina', queda, destruição). A forma 'levariam' indica a terceira pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo.

Origem

Século XVI

Deriva da junção do verbo 'levar' (latim 'levare') e do substantivo 'ruína' (latim 'ruina'). Reflete a ação de conduzir algo ou alguém a um estado de destruição ou colapso.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Predominantemente associada à falência econômica e à destruição física de bens ou propriedades.

Séculos XX-XXI

Expande-se para abranger ruína moral, psicológica, social e ambiental. → ver detalhes

No século XX, com o desenvolvimento da psicologia e das ciências sociais, o conceito de 'ruína' passa a incluir o colapso mental e emocional. No século XXI, a preocupação com a sustentabilidade e a ética empresarial introduz a ideia de 'levar à ruína' ecossistemas ou a reputação de empresas e indivíduos por meio de ações irresponsáveis.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em documentos administrativos e literários da época colonial, descrevendo perdas financeiras e desastres.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em romances abolicionistas e regionalistas, descrevendo a ruína de fazendas e a desgraça de personagens.

Anos 1930-1950

Utilizada em crônicas e jornais para descrever a crise econômica e a falência de negócios durante a Era Vargas.

Atualidade

Comum em debates sobre política econômica, escândalos de corrupção e crises ambientais em notícias e redes sociais.

Conflitos sociais

Século XIX

Associada à ruína de pequenos proprietários rurais e à exploração de trabalhadores, que eram levados à miséria.

Atualidade

Usada para descrever as consequências de políticas econômicas que levam à ruína de setores da população ou à destruição de comunidades.

Vida emocional

Histórico

Carrega um peso semântico de desespero, perda e finalidade. Evoca sentimentos de fracasso e desolação.

Vida digital

Anos 2010-Atualidade

Presente em discussões online sobre investimentos, criptomoedas e crises financeiras. → ver detalhes

A expressão é frequentemente usada em memes e comentários em redes sociais para descrever situações de perda financeira ou fracasso em empreendimentos, muitas vezes com tom irônico ou de alerta. Hashtags como #levandoaruiña ou #quasearuiña são comuns em contextos de humor ou desabafo.

Representações

Novelas e Filmes

Frequentemente retratada em tramas que envolvem falências empresariais, escândalos financeiros ou a queda de famílias tradicionais.

Comparações culturais

Contemporâneo

Inglês: 'to ruin', 'to bring to ruin'. Espanhol: 'llevar a la ruina', 'arruinar'. Francês: 'ruiner', 'mener à la ruine'. O conceito de levar à ruína é universal, mas a expressão específica em português se consolidou com a formação da língua.

Relevância atual

Atualidade

A expressão mantém sua relevância em discussões sobre economia, política, meio ambiente e bem-estar psicológico, sendo um alerta constante sobre as consequências de ações destrutivas.

Origem e Formação

Século XVI - A expressão 'levar à ruína' surge com a colonização e a consolidação do português no Brasil, derivando do verbo 'levar' (do latim 'levare', erguer, carregar) e do substantivo 'ruína' (do latim 'ruina', queda, destruição).

Consolidação e Uso

Séculos XVII-XIX - A expressão se estabelece no vocabulário brasileiro, sendo utilizada em contextos de falência econômica, desgraça pessoal e destruição de propriedades, refletindo as instabilidades sociais e econômicas da época colonial e imperial.

Modernização e Novos Contextos

Séculos XX-XXI - A expressão 'levar à ruína' se adapta a novos contextos, incluindo a ruína moral, psicológica e ambiental, além de sua aplicação em finanças e negócios. Ganha força em discursos sobre sustentabilidade e ética.

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Derivado do verbo 'levar' (do latim 'levare', erguer, tirar) com a preposição 'a' e o substantivo 'ruína' (do latim 'ruina', queda, destrui…

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