linguagem-comum
Composto de 'linguagem' e 'comum'.
Origem
'Linguagem' deriva do latim 'lingua' (língua). 'Comum' deriva do latim 'communis' (compartilhado, geral, público).
Mudanças de sentido
Inicialmente, 'linguagem comum' se referia à fala popular e acessível, em oposição ao latim e ao português arcaico ou formal.
Passa a ser usada em contextos acadêmicos para descrever o vernáculo, a fala do povo, em contraposição a linguagens especializadas (científica, jurídica, literária).
Abrange a comunicação cotidiana em todas as suas formas, incluindo a linguagem informal da internet e das redes sociais, em contraste com linguagens técnicas ou formais. → ver detalhes
Na atualidade, a 'linguagem comum' é um conceito dinâmico que engloba a comunicação informal, o uso de gírias, abreviações e emojis na internet, e a fala cotidiana. Ela se diferencia de linguagens de nicho, como a linguagem de programação, a linguagem médica ou a linguagem jurídica, que possuem vocabulário e estruturas específicas.
Primeiro registro
A expressão 'linguagem comum' aparece em textos que buscam descrever ou normatizar o português falado no Brasil, em oposição a formas mais eruditas ou influenciadas por outras línguas. (Referência: corpus_textos_coloniais.txt)
Momentos culturais
Romantismo brasileiro: A valorização da identidade nacional e do folclore pode ter impulsionado o interesse pela 'linguagem comum' como expressão autêntica do povo brasileiro.
Modernismo brasileiro: A busca por uma linguagem literária mais próxima da fala cotidiana reforça a distinção e o estudo da 'linguagem comum'.
Ascensão da internet e das redes sociais: A 'linguagem comum' se manifesta de forma vibrante no ambiente digital, com a criação de memes, gírias e novas formas de comunicação. (Referência: corpus_redes_sociais.txt)
Conflitos sociais
A distinção entre a 'linguagem comum' (falada pelas classes populares) e a linguagem da elite (mais próxima do português europeu formal) refletia as hierarquias sociais e a exclusão.
Debates sobre a norma culta versus a 'linguagem comum' em escolas e na mídia, muitas vezes associando a última a um 'erro' ou 'desleixo'.
Vida emocional
Associada à autenticidade, à simplicidade e à acessibilidade. Por vezes, vista com preconceito por ser considerada 'inferior' à linguagem formal.
Geralmente vista de forma neutra ou positiva, como a forma natural de comunicação. No entanto, o uso em contextos inadequados pode gerar julgamentos.
Vida digital
A 'linguagem comum' é a base da comunicação online, com a proliferação de gírias, abreviações (ex: 'vc', 'tbm'), emojis e memes. (Referência: corpus_internet_slang.txt)
Termos como 'linguagem informal' ou 'linguagem coloquial' são frequentemente buscados em relação ao uso na internet e em redes sociais.
Memes e virais frequentemente utilizam e popularizam elementos da 'linguagem comum', tornando-os parte do vocabulário online. (Referência: corpus_memes_virais.txt)
Representações
Personagens frequentemente utilizam a 'linguagem comum' para se conectar com o público e retratar a realidade social. O contraste entre a fala de personagens de diferentes classes sociais é um recurso comum.
O humor muitas vezes se baseia na exploração de vícios de linguagem, gírias e expressões da 'linguagem comum'.
Origem e Formação
Séculos XVI-XVII — A língua portuguesa se consolida no Brasil, herdando o termo 'linguagem' do latim 'lingua' e o adjetivo 'comum' do latim 'communis'. A combinação 'linguagem comum' surge como contraposição a formas mais eruditas ou regionais.
Consolidação e Uso
Séculos XVIII-XIX — A expressão 'linguagem comum' se estabelece no vocabulário brasileiro, referindo-se à fala cotidiana, acessível à maioria da população, em contraste com o português formal ou literário.
Modernidade e Diversificação
Século XX — Com a expansão da mídia e da educação, a distinção entre 'linguagem comum' e outras formas de expressão se torna mais nítida. O termo é usado em estudos linguísticos e sociolinguísticos para descrever o vernáculo.
Atualidade e Digitalização
Séculos XXI — A 'linguagem comum' abrange o português falado e escrito no dia a dia, incluindo gírias, regionalismos e a linguagem digital, em oposição a jargões técnicos, acadêmicos ou de nicho.
Composto de 'linguagem' e 'comum'.