lisonjear
Do latim 'lisoniare', derivado de 'lisonus' (adulador).
Origem
Deriva do latim 'laudare' (louvar), com possível influência do grego 'lathos' (esquecimento, ocultação). O verbo 'lisonja' é anterior e deu origem a 'lisonjear'.
Mudanças de sentido
Predominantemente associado à adulação interesseira, bajulação e falsidade, especialmente em contextos de poder e corte.
A conotação negativa se fortalece, ligando 'lisonjear' a comportamentos socialmente reprováveis de busca por favores através de elogios exagerados e não sinceros.
Mantém o sentido de elogiar ou adular, mas com uso menos frequente no coloquial. Permanece formal e dicionarizada.
Embora o sentido central de elogiar para agradar ou obter algo permaneça, a palavra 'lisonjear' é percebida como mais formal e menos vulgar que sinônimos informais como 'puxar saco'. Pode ser usada para descrever um elogio mais calculado ou uma tentativa de agradar de forma mais sutil.
Primeiro registro
Registros em textos literários e administrativos do português arcaico, indicando sua presença na língua em formação.
Momentos culturais
Presente em obras que retratam as relações sociais, a corte e a hipocrisia, como em Camões e Machado de Assis, onde o ato de lisonjear é frequentemente criticado.
Conflitos sociais
A prática de lisonjear era intrínseca às dinâmicas de poder, gerando desconfiança e conflitos entre aqueles que eram lisonjeados e os que buscavam ascensão social através da adulação.
Vida emocional
Associada a sentimentos de desconfiança, falsidade, interesse e, por vezes, a uma leve satisfação em ser elogiado, mesmo que de forma não sincera.
Comparações culturais
Inglês: 'to flatter' (elogiar excessivamente, adular). Espanhol: 'halagar' (agradar, elogiar) ou 'adular' (adular, lisonjear). O conceito de adulação interesseira é presente em diversas culturas, mas a nuance e a frequência de uso variam.
Relevância atual
A palavra 'lisonjear' é formal e dicionarizada, usada para descrever a ação de elogiar ou adular, especialmente quando há um interesse subjacente. No Brasil contemporâneo, é menos comum na fala cotidiana, mas compreendida em seu sentido original e negativo de bajulação.
Origem e Entrada na Língua Portuguesa
Século XV/XVI — Derivado do verbo 'lisonja', que por sua vez vem do latim 'laudare' (louvar), com influência do grego 'lathos' (esquecimento, ocultação), sugerindo um louvor que pode mascarar intenções. A palavra 'lisonjear' entra no português em um período de consolidação da língua, com forte influência do latim clássico e vulgar.
Evolução do Uso e Conotações
Séculos XVII-XIX — O uso de 'lisonjear' se consolida na literatura e na fala culta, frequentemente associado à bajulação, à adulação interesseira em contextos de corte e aristocracia. A palavra carrega uma conotação negativa, ligada à falsidade e à manipulação.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade — 'Lisonjear' mantém seu sentido principal de elogiar ou adular, mas seu uso se torna menos frequente na linguagem coloquial, sendo substituído por termos como 'elogiar', 'fazer um agrado', 'puxar saco' (informal). No entanto, a palavra permanece dicionarizada e é utilizada em contextos formais, literários ou para descrever uma adulação mais elaborada e menos grosseira que a 'bajulação'.
Do latim 'lisoniare', derivado de 'lisonus' (adulador).