livravam-se-de
Derivado do latim 'liberare', com o pronome reflexivo 'se' e a preposição 'de'.
Origem
Deriva do verbo latino 'liberare', que significa libertar, soltar, pôr em liberdade. A construção com o pronome reflexivo 'se' e a preposição 'de' é uma evolução gramatical do latim para o português.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'libertar-se' ou 'pôr em liberdade' se mantém. A adição da preposição 'de' especifica o objeto ou a situação da qual se está se livrando.
O sentido de 'eximir-se', 'escapar', 'desembaraçar-se' de algo ou alguém permanece estável ao longo dos séculos.
A forma verbal 'livravam-se de' descreve uma ação contínua ou habitual no passado, ou uma ação que estava em curso quando outra ocorreu. Por exemplo: 'Os escravos se livravam de seus senhores sempre que podiam.' ou 'Eles se livravam de velhos pertences antes da mudança.'
Primeiro registro
Registros em textos da Chancelaria Régia e em crônicas medievais portuguesas, onde a estrutura verbal com pronomes oblíquos e preposições já estava consolidada. A forma específica 'livravam-se de' pode ser encontrada em documentos que narram eventos passados.
Momentos culturais
Presente em relatos e crônicas que descrevem a vida no Brasil Colônia, onde personagens se livravam de perigos, dívidas ou obrigações.
Utilizada em romances históricos e narrativas de costumes para descrever ações passadas de personagens, como em obras de Machado de Assis ou José de Alencar, onde se livravam de situações sociais ou pessoais.
Comparações culturais
Inglês: 'they would free themselves from' ou 'they used to get rid of'. Espanhol: 'se libraban de' ou 'se zafaban de'. A estrutura verbal reflexiva com preposição para indicar a ação de se eximir de algo é comum em línguas românicas, como o português e o espanhol, e tem equivalentes em outras línguas, embora com construções gramaticais distintas.
Relevância atual
A expressão 'livravam-se de' mantém sua relevância gramatical e semântica no português brasileiro. É uma forma verbal padrão para descrever ações passadas de libertação ou evasão, encontrada em textos formais e informais, embora formas mais coloquiais possam ser preferidas na fala cotidiana.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — O verbo 'livrar' tem origem no latim 'liberare' (libertar, soltar). A forma 'livravam-se-de' é uma construção gramatical que se consolida com a evolução do latim vulgar para o português arcaico, combinando o verbo 'livrar', o pronome reflexivo 'se' e a preposição 'de'.
Consolidação na Língua Portuguesa Medieval
Séculos XIV-XV — A estrutura verbal com pronome oblíquo átono e preposição se torna mais comum na escrita e fala. 'Livravam-se de' aparece em textos literários e administrativos, indicando a ação de se eximir ou escapar de algo.
Uso na Língua Portuguesa Moderna e Brasileira
Séculos XVI-XIX — A forma verbal se mantém estável na gramática normativa. No Brasil, com a formação da língua falada, a estrutura é amplamente utilizada em diversos contextos, mantendo seu sentido original.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XX-Atualidade — A expressão 'livravam-se de' continua sendo usada na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo, com seu significado de se libertar ou escapar de algo ou alguém. É comum em narrativas históricas, relatos e descrições de ações passadas.
Derivado do latim 'liberare', com o pronome reflexivo 'se' e a preposição 'de'.