Palavras

malmequeres

Do latim 'malva' (malva) + 'me' (me) + 'quer' (quer), possivelmente por significar 'flor que agrada' ou 'flor que eu quero'.

Origem

Século XVI

Do latim 'male' (mal) + 'quaerere' (querer), formando uma expressão que denota algo indesejado ou que não agrada.

Mudanças de sentido

Século XVI/XVII

Sentido literal de 'algo que não se quer' ou 'algo que não agrada'.

Séculos XVIII-XIX

Ressignificação para nome popular de flor ornamental (Chrysanthemum), possivelmente de forma irônica ou por contraste com a beleza da planta. O nome 'malmequer' passa a designar a flor que, apesar do nome, é muito apreciada.

A transição de um termo com conotação negativa para o nome de uma flor apreciada demonstra a plasticidade da língua e a capacidade de ressignificação através do uso popular e da associação com elementos da natureza.

Atualidade

Predominantemente o nome de uma flor ornamental. O sentido original de desapreço é arcaico e raramente usado no português brasileiro.

Primeiro registro

Século XVI/XVII

Registros em textos literários e documentos da época que indicam o uso da expressão com seu sentido original de aversão ou descontentamento. A associação com a flor é posterior e mais difícil de datar precisamente, mas se consolida nos séculos seguintes.

Momentos culturais

Séculos XVIII-XIX

A popularização do nome 'malmequer' para a flor Chrysanthemum em jardins e na cultura popular, aparecendo em descrições botânicas e possivelmente em poesia e prosa da época, onde a ironia do nome pode ter sido explorada.

Comparações culturais

Inglês: A flor é conhecida como 'Chrysanthemum' ou 'Daisy'. 'Daisy' deriva de 'day's eye' (olho do dia), referindo-se à forma como a flor se abre com o sol. Não há uma conotação negativa intrínseca no nome. Espanhol: Conhecida como 'crisantemo', derivado do grego, similar ao inglês e português científico. O nome popular em espanhol não carrega a dualidade semântica do português 'malmequer'. Francês: 'Chrysanthème', também de origem grega. A dualidade semântica do nome português é uma particularidade linguística.

Relevância atual

No português brasileiro contemporâneo, 'malmequer' é quase exclusivamente o nome de uma flor ornamental popular, cultivada em jardins e usada em arranjos florais. O sentido etimológico original de algo indesejado é raramente evocado, tendo sido suplantado pelo uso botânico.

Origem Etimológica

Século XVI - Formada pela aglutinação de 'mal' (advérbio de modo, do latim 'male') e 'me quer' (verbo querer, do latim 'quaerere'), significando literalmente 'que não me quer bem' ou 'que não me agrada'. A construção é uma forma de expressar descontentamento ou aversão.

Entrada na Língua Portuguesa

Século XVI/XVII - A palavra surge no português, possivelmente com o sentido de algo que não é bem-vindo ou que causa desapontamento. A associação com a flor é uma metáfora posterior, onde a beleza da flor contrasta com o nome que sugere algo negativo.

Uso Botânico e Metafórico

Séculos XVIII-XIX - A planta, conhecida por sua exuberância e variedade de cores, passa a ser chamada popularmente de 'malmequer'. O nome, inicialmente pejorativo, ganha um tom irônico ou afetuoso, talvez pela beleza que 'não se quer' ignorar. O nome científico é Chrysanthemum.

Uso Contemporâneo

Atualidade - A palavra 'malmequer' é amplamente reconhecida como o nome de uma flor ornamental. O sentido original de 'algo que não agrada' é raramente utilizado no português brasileiro contemporâneo, sendo a referência botânica a predominante.

malmequeres

Do latim 'malva' (malva) + 'me' (me) + 'quer' (quer), possivelmente por significar 'flor que agrada' ou 'flor que eu quero'.

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