malmequeres
Do latim 'malva' (malva) + 'me' (me) + 'quer' (quer), possivelmente por significar 'flor que agrada' ou 'flor que eu quero'.
Origem
Do latim 'male' (mal) + 'quaerere' (querer), formando uma expressão que denota algo indesejado ou que não agrada.
Mudanças de sentido
Sentido literal de 'algo que não se quer' ou 'algo que não agrada'.
Ressignificação para nome popular de flor ornamental (Chrysanthemum), possivelmente de forma irônica ou por contraste com a beleza da planta. O nome 'malmequer' passa a designar a flor que, apesar do nome, é muito apreciada.
A transição de um termo com conotação negativa para o nome de uma flor apreciada demonstra a plasticidade da língua e a capacidade de ressignificação através do uso popular e da associação com elementos da natureza.
Predominantemente o nome de uma flor ornamental. O sentido original de desapreço é arcaico e raramente usado no português brasileiro.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos da época que indicam o uso da expressão com seu sentido original de aversão ou descontentamento. A associação com a flor é posterior e mais difícil de datar precisamente, mas se consolida nos séculos seguintes.
Momentos culturais
A popularização do nome 'malmequer' para a flor Chrysanthemum em jardins e na cultura popular, aparecendo em descrições botânicas e possivelmente em poesia e prosa da época, onde a ironia do nome pode ter sido explorada.
Comparações culturais
Inglês: A flor é conhecida como 'Chrysanthemum' ou 'Daisy'. 'Daisy' deriva de 'day's eye' (olho do dia), referindo-se à forma como a flor se abre com o sol. Não há uma conotação negativa intrínseca no nome. Espanhol: Conhecida como 'crisantemo', derivado do grego, similar ao inglês e português científico. O nome popular em espanhol não carrega a dualidade semântica do português 'malmequer'. Francês: 'Chrysanthème', também de origem grega. A dualidade semântica do nome português é uma particularidade linguística.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'malmequer' é quase exclusivamente o nome de uma flor ornamental popular, cultivada em jardins e usada em arranjos florais. O sentido etimológico original de algo indesejado é raramente evocado, tendo sido suplantado pelo uso botânico.
Origem Etimológica
Século XVI - Formada pela aglutinação de 'mal' (advérbio de modo, do latim 'male') e 'me quer' (verbo querer, do latim 'quaerere'), significando literalmente 'que não me quer bem' ou 'que não me agrada'. A construção é uma forma de expressar descontentamento ou aversão.
Entrada na Língua Portuguesa
Século XVI/XVII - A palavra surge no português, possivelmente com o sentido de algo que não é bem-vindo ou que causa desapontamento. A associação com a flor é uma metáfora posterior, onde a beleza da flor contrasta com o nome que sugere algo negativo.
Uso Botânico e Metafórico
Séculos XVIII-XIX - A planta, conhecida por sua exuberância e variedade de cores, passa a ser chamada popularmente de 'malmequer'. O nome, inicialmente pejorativo, ganha um tom irônico ou afetuoso, talvez pela beleza que 'não se quer' ignorar. O nome científico é Chrysanthemum.
Uso Contemporâneo
Atualidade - A palavra 'malmequer' é amplamente reconhecida como o nome de uma flor ornamental. O sentido original de 'algo que não agrada' é raramente utilizado no português brasileiro contemporâneo, sendo a referência botânica a predominante.
Do latim 'malva' (malva) + 'me' (me) + 'quer' (quer), possivelmente por significar 'flor que agrada' ou 'flor que eu quero'.