mandastes-embora
Composição de 'mandar' (verbo) + 'embora' (advérbio).
Origem
Composição do verbo 'mandar' (latim *mandare*) com o advérbio 'embora' (latim *immo* + *ab* + *hora*). A forma 'mandastes-embora' é a flexão verbal na segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação passada realizada por 'vós'.
Mudanças de sentido
Sentido literal e direto de ordenar a partida ou dispensa de alguém de um local ou função. O uso da forma 'mandastes-embora' era comum em contextos formais e literários que ainda empregavam a conjugação de 'vós'.
A forma específica 'mandastes-embora' tornou-se obsoleta. O sentido de 'dispensar/demitir' é mantido pela expressão 'mandar embora' em suas formas modernas ('mandou embora', 'mandaram embora'). A forma arcaica com hífen é raramente usada e evoca um registro linguístico muito antigo.
A evolução gramatical do português brasileiro, com a substituição de 'vós' por 'vocês' (e a consequente adoção da conjugação da terceira pessoa), levou ao desuso da forma 'mandastes-embora'. A expressão 'mandar embora' em si, contudo, permanece viva e produtiva no vocabulário, com o sentido de demitir, dispensar, expulsar, ou simplesmente fazer alguém sair de um lugar.
Primeiro registro
Registros em obras literárias e documentos da época que ainda utilizavam a conjugação de 'vós'. A forma exata com hífen pode ser mais rara que a separada ('mandastes embora').
Momentos culturais
Presença em textos clássicos da literatura em língua portuguesa, como em peças teatrais ou crônicas que retratavam interações sociais formais ou com personagens de classes sociais distintas, onde o uso de 'vós' era mais provável.
Comparações culturais
Inglês: A expressão 'send away' ou 'dismiss' carrega o sentido. A forma verbal arcaica 'thou didst send away' seria o equivalente gramatical, mas também obsoleta. Espanhol: 'mandar fuera' ou 'despedir'. A forma verbal arcaica 'mandasteis fuera' seria o equivalente gramatical, também obsoleta. Francês: 'renvoyer'.
Relevância atual
A forma específica 'mandastes-embora' é praticamente inexistente no uso contemporâneo do português brasileiro, sendo considerada arcaica. A expressão 'mandar embora' (em suas formas modernas como 'mandou embora') continua sendo uma expressão idiomática comum e relevante para descrever a ação de dispensar ou expulsar alguém.
Formação e Composição
Séculos XV-XVI — Formação do português moderno. A expressão 'mandar embora' surge da junção do verbo 'mandar' (do latim *mandare*, confiar, entregar, ordenar) com o advérbio 'embora' (do latim *immo* + *ab* + *hora*, indicando movimento para longe, partida). A forma 'mandastes-embora' é uma flexão verbal arcaica na segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação concluída no passado por 'vós'.
Uso Arcaico e Formal
Séculos XVI-XIX — A forma 'mandastes-embora' (ou variações como 'mandastes embora') aparece em textos formais, literários e religiosos, refletindo o uso da segunda pessoa do plural ('vós') que gradualmente cede espaço ao 'vocês' (derivado de 'vossa mercê'). O sentido é estritamente o de ordenar a partida de alguém.
Desuso e Ressignificação
Século XX-Atualidade — A forma 'mandastes-embora' cai em desuso na fala cotidiana e na escrita moderna, sendo substituída por 'mandou embora' (terceira pessoa do singular) ou 'mandaram embora' (terceira pessoa do plural), ou ainda por sinônimos como 'dispensou', 'demitiu', 'expulsou'. A forma original com o hífen ('mandastes-embora') é raríssima e soa extremamente arcaica ou pedante.
Composição de 'mandar' (verbo) + 'embora' (advérbio).