mandastes-embora

Composição de 'mandar' (verbo) + 'embora' (advérbio).

Origem

Séculos XV-XVI

Composição do verbo 'mandar' (latim *mandare*) com o advérbio 'embora' (latim *immo* + *ab* + *hora*). A forma 'mandastes-embora' é a flexão verbal na segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação passada realizada por 'vós'.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XIX

Sentido literal e direto de ordenar a partida ou dispensa de alguém de um local ou função. O uso da forma 'mandastes-embora' era comum em contextos formais e literários que ainda empregavam a conjugação de 'vós'.

Século XX-Atualidade

A forma específica 'mandastes-embora' tornou-se obsoleta. O sentido de 'dispensar/demitir' é mantido pela expressão 'mandar embora' em suas formas modernas ('mandou embora', 'mandaram embora'). A forma arcaica com hífen é raramente usada e evoca um registro linguístico muito antigo.

A evolução gramatical do português brasileiro, com a substituição de 'vós' por 'vocês' (e a consequente adoção da conjugação da terceira pessoa), levou ao desuso da forma 'mandastes-embora'. A expressão 'mandar embora' em si, contudo, permanece viva e produtiva no vocabulário, com o sentido de demitir, dispensar, expulsar, ou simplesmente fazer alguém sair de um lugar.

Primeiro registro

Séculos XVI-XVIII

Registros em obras literárias e documentos da época que ainda utilizavam a conjugação de 'vós'. A forma exata com hífen pode ser mais rara que a separada ('mandastes embora').

Momentos culturais

Séculos XVI-XIX

Presença em textos clássicos da literatura em língua portuguesa, como em peças teatrais ou crônicas que retratavam interações sociais formais ou com personagens de classes sociais distintas, onde o uso de 'vós' era mais provável.

Comparações culturais

Inglês: A expressão 'send away' ou 'dismiss' carrega o sentido. A forma verbal arcaica 'thou didst send away' seria o equivalente gramatical, mas também obsoleta. Espanhol: 'mandar fuera' ou 'despedir'. A forma verbal arcaica 'mandasteis fuera' seria o equivalente gramatical, também obsoleta. Francês: 'renvoyer'.

Relevância atual

A forma específica 'mandastes-embora' é praticamente inexistente no uso contemporâneo do português brasileiro, sendo considerada arcaica. A expressão 'mandar embora' (em suas formas modernas como 'mandou embora') continua sendo uma expressão idiomática comum e relevante para descrever a ação de dispensar ou expulsar alguém.

Formação e Composição

Séculos XV-XVI — Formação do português moderno. A expressão 'mandar embora' surge da junção do verbo 'mandar' (do latim *mandare*, confiar, entregar, ordenar) com o advérbio 'embora' (do latim *immo* + *ab* + *hora*, indicando movimento para longe, partida). A forma 'mandastes-embora' é uma flexão verbal arcaica na segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação concluída no passado por 'vós'.

Uso Arcaico e Formal

Séculos XVI-XIX — A forma 'mandastes-embora' (ou variações como 'mandastes embora') aparece em textos formais, literários e religiosos, refletindo o uso da segunda pessoa do plural ('vós') que gradualmente cede espaço ao 'vocês' (derivado de 'vossa mercê'). O sentido é estritamente o de ordenar a partida de alguém.

Desuso e Ressignificação

Século XX-Atualidade — A forma 'mandastes-embora' cai em desuso na fala cotidiana e na escrita moderna, sendo substituída por 'mandou embora' (terceira pessoa do singular) ou 'mandaram embora' (terceira pessoa do plural), ou ainda por sinônimos como 'dispensou', 'demitiu', 'expulsou'. A forma original com o hífen ('mandastes-embora') é raríssima e soa extremamente arcaica ou pedante.

mandastes-embora

Composição de 'mandar' (verbo) + 'embora' (advérbio).

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