mantemo-nos

Derivado do verbo 'manter' + pronome oblíquo átono 'nos'.

Origem

Latim

Do verbo latino 'manere' (permanecer, ficar, habitar) + pronome reflexivo 'se'. A forma 'mantemo-nos' é a conjugação da 1ª pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'manter' com o pronome oblíquo átono 'nos' posposto, seguindo a norma culta da época.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XIX

Manutenção de um estado, posição ou local; permanência; resistência. Ex: 'Mantemo-nos firmes em nossas convicções.'

Século XX-XXI

O sentido central de permanência se mantém, mas o uso se restringe a contextos formais. A ideia de 'se sustentar' ou 'se conservar' também está presente. Ex: 'Mantemo-nos atualizados com as novas tecnologias.'

Primeiro registro

Século XVI

Registros em documentos da época colonial brasileira e em obras literárias que refletem o português falado e escrito no período, como cartas e crônicas. A forma já existia em Portugal e foi trazida para o Brasil.

Momentos culturais

Período Colonial e Imperial

Presente em relatos de viagens, documentos históricos e na literatura de autores como José de Alencar, onde a forma posposta era comum e esperada em textos formais.

Século XX

Utilizada em obras literárias de autores como Guimarães Rosa e Clarice Lispector, mantendo seu prestígio em contextos de alta literatura. Também aparece em discursos políticos e jurídicos.

Vida digital

Século XXI

A forma 'mantemo-nos' é raramente vista em redes sociais, fóruns ou mensagens instantâneas, onde a tendência é a próclise ('nos mantemos') ou construções mais informais. Sua presença digital é majoritariamente em artigos de notícias, blogs acadêmicos e sites institucionais.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: A estrutura reflexiva em inglês geralmente usa 'ourselves' após o verbo (ex: 'we maintain ourselves'). A posposição do pronome como em 'mantemo-nos' não tem equivalente direto e soaria artificial. Espanhol: O espanhol utiliza a mesóclise ou a ênclise de forma mais flexível, mas a forma posposta 'nos mantenemos' é comum e equivalente. Francês: O francês usa a próclise ('nous nous maintenons'), a posposição seria gramaticalmente incorreta na maioria dos contextos.

Relevância atual

Século XXI

A forma 'mantemo-nos' é um marcador de formalidade e erudição na língua portuguesa brasileira. Seu uso indica um registro linguístico cuidado, sendo mais comum em textos escritos do que na fala cotidiana. Representa a manutenção da norma culta em um cenário de crescente informalidade linguística.

Origem Latina e Formação

Século XVI - Deriva do verbo latino 'manere' (permanecer, ficar, habitar) com o pronome reflexivo 'se'. A forma 'mantemo-nos' surge como uma conjugação verbal na primeira pessoa do plural do presente do indicativo, com o pronome oblíquo átono 'nos' posposto.

Uso no Brasil Colonial e Imperial

Séculos XVI a XIX - A forma 'mantemo-nos' é utilizada em documentos oficiais, cartas e literatura para expressar a ideia de permanência, resistência ou a manutenção de um estado ou posição, tanto física quanto social ou política. O uso era formal e restrito a contextos mais elaborados.

Modernização e Mudanças de Uso

Século XX - Com a evolução da língua portuguesa e a simplificação de algumas estruturas, a forma 'mantemo-nos' começa a ser menos frequente em textos informais, sendo muitas vezes substituída por 'nos mantemos' ou outras construções. No entanto, a forma posposta mantém seu registro formal e literário.

Uso Contemporâneo e Digital

Século XXI - A forma 'mantemo-nos' é predominantemente encontrada em textos formais, acadêmicos, literários e jornalísticos de cunho mais sério. Em contextos informais e na linguagem digital, a próclise ('nos mantemos') é mais comum, embora a forma posposta ainda seja gramaticalmente correta e utilizada para conferir um tom mais polido ou enfático.

mantemo-nos

Derivado do verbo 'manter' + pronome oblíquo átono 'nos'.

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