manter-se-iam

Derivado do verbo 'manter' com o pronome reflexivo 'se', conjugado no futuro do pretérito do indicativo.

Origem

Século XIII

Derivação do latim 'manutere' (manter), com o pronome 'se' indicando a ação reflexiva ou recíproca. A forma verbal 'manter-se-iam' é uma conjugação específica do futuro do pretérito do indicativo, terceira pessoa do plural, com pronome pós-posto.

Mudanças de sentido

Séculos XIV-XVIII

O sentido principal de 'manter-se' (conservar-se, sustentar-se, permanecer em determinado estado ou condição) permanece estável. A mudança reside na preferência pela estrutura gramatical.

Século XX - Atualidade

A forma 'manter-se-iam' é associada a um registro linguístico formal e, por vezes, arcaizante. Seu uso pode evocar um tom mais erudito ou literário.

Enquanto o sentido de 'conservar-se' ou 'permanecer' é o mesmo, a escolha entre 'manter-se-iam' e 'se manteriam' reflete o nível de formalidade e o contexto comunicacional no português brasileiro atual.

Primeiro registro

Séculos XIV-XV

Registros em textos literários e documentos oficiais da época, onde a ordem do pronome pós-posto era a norma gramatical predominante. A forma específica 'manter-se-iam' pode ser encontrada em crônicas, romances de cavalaria e documentos legais.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias do Romantismo e Realismo, onde a formalidade gramatical era valorizada. Autores como Machado de Assis poderiam empregar tal estrutura em seus escritos.

Século XX

Continua a ser utilizada em literatura de alta qualidade e em discursos acadêmicos ou jurídicos. A ascensão da mídia de massa e da linguagem falada contribui para a diminuição de seu uso em contextos informais.

Comparações culturais

Inglês: A estrutura correspondente seria 'they would maintain themselves', onde o pronome é pós-posto ao verbo auxiliar 'would' e ao verbo principal 'maintain'. A forma pronominal é explícita. Espanhol: 'se mantendrían', onde o pronome 'se' precede o verbo conjugado no futuro do pretérito (condicional), refletindo uma tendência de anteposição pronominal similar à do português brasileiro moderno, mas mantendo a forma verbal formal. Francês: 'ils se maintiendraient', com o pronome 'se' anteposto ao verbo, seguindo a norma gramatical francesa para o condicional.

Relevância atual

No português brasileiro contemporâneo, 'manter-se-iam' é uma forma gramaticalmente correta, mas raramente utilizada na comunicação oral ou informal. Sua presença é restrita a contextos que demandam um alto grau de formalidade, como textos acadêmicos, jurídicos, literários clássicos ou discursos cerimoniais. A forma 'se manteriam' é a preferencial e mais natural para a maioria dos falantes.

Origem Latina e Formação do Verbo

Século XIII - O verbo 'manter' deriva do latim 'manutere', composto por 'manu' (mão) e 'tenere' (ter, segurar). A forma pronominal 'manter-se' surge para indicar a ação de se sustentar, de se conservar. A conjugação 'manter-se-iam' é uma forma verbal complexa que se desenvolve ao longo dos séculos.

Evolução Gramatical e Uso

Séculos XIV-XVIII - A estrutura do futuro do pretérito (condicional) com pronomes oblíquos átonos em posição pós-verbal ('manter-se-iam') era comum no português arcaico. Com o tempo, a tendência de anteposição do pronome ('se manteriam') ganha força, especialmente no português falado.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XX-Atualidade - A forma 'manter-se-iam' é considerada formal e literária no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é mais frequente em textos escritos, discursos formais e em contextos que exigem um registro linguístico elevado. A forma 'se manteriam' é predominante na fala e em textos informais.

manter-se-iam

Derivado do verbo 'manter' com o pronome reflexivo 'se', conjugado no futuro do pretérito do indicativo.

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