manteria-em-sigilo
Formado pela locução verbal 'manter' + preposição 'em' + substantivo 'sigilo'.
Origem
A expressão é formada pela junção do verbo 'manter' (do latim manutenere, que significa sustentar, conservar, preservar) e o substantivo 'sigilo' (do latim sigillum, que remete a selo, marca, e por extensão, segredo, discrição). A combinação verbal e nominal estabelece a ideia de preservar algo sob um véu de confidencialidade. corpus_etimologia_portugues.txt
Mudanças de sentido
Predominantemente associada à confidencialidade estrita em documentos oficiais, acordos diplomáticos e informações de Estado. O sentido é técnico e formal, sem conotações emocionais. corpus_historia_linguistica.txt
Expande-se para o âmbito pessoal e corporativo, adquirindo um sentido mais amplo de 'não contar', 'guardar para si'. Pode envolver desde segredos de negócios até informações íntimas. A popularização em narrativas de ficção (thrillers, espionagem) reforça a ideia de mistério e ocultação. corpus_uso_linguistico_atual.txt
Em contextos modernos, 'manter em sigilo' pode ser usado de forma irônica ou enfática, como em 'mantive em sigilo o meu presente de aniversário'. A internet também introduz o conceito de 'sigilo digital' ou 'privacidade', onde a expressão se aplica à proteção de dados online.
Primeiro registro
Registros em documentos administrativos e jurídicos da época colonial brasileira e em textos literários que retratam a vida social e política. corpus_documentos_coloniais.txt
Momentos culturais
Popularização em filmes de espionagem e thrillers, onde a expressão se torna um elemento chave da trama, como em '007' ou 'Missão Impossível'. A ideia de 'manter em sigilo' é central para a construção do suspense. corpus_analise_midiatica.txt
Uso frequente em notícias sobre vazamentos de dados, escândalos políticos e corporativos, onde a expressão é utilizada para descrever a tentativa de ocultar informações. corpus_noticias_contemporaneas.txt
Conflitos sociais
A expressão está frequentemente ligada a conflitos de interesse, onde a tentativa de 'manter em sigilo' informações pode gerar desconfiança pública, investigações e debates sobre transparência e liberdade de informação. corpus_analise_social.txt
Vida emocional
Associada a sentimentos de desconfiança, mistério, intriga, mas também a lealdade e confiança quando se trata de guardar segredos pessoais. Pode gerar ansiedade ou alívio dependendo do contexto. corpus_psicologia_linguagem.txt
Vida digital
Termos como 'manter em sigilo' ou 'em segredo' são frequentemente usados em discussões sobre privacidade de dados, vazamentos de informações e políticas de confidencialidade em redes sociais e plataformas digitais. O termo aparece em artigos, fóruns e comentários sobre segurança online. corpus_linguagem_digital.txt
Pode aparecer em memes ou posts irônicos sobre a dificuldade de guardar segredos ou sobre situações cotidianas que exigem discrição. Ex: 'Eu tentando manter em sigilo a fofoca nova'.
Representações
Presente em inúmeras novelas, filmes e séries, especialmente em tramas de suspense, investigação policial, espionagem e dramas familiares onde segredos são revelados ou mantidos. Ex: Novelas com tramas de segredos de família, filmes de espionagem onde agentes precisam 'manter em sigilo' suas missões. corpus_analise_midiatica.txt
Comparações culturais
Inglês: 'to keep secret', 'to keep confidential', 'to keep under wraps'. Espanhol: 'mantener en secreto', 'guardar en secreto', 'mantener confidencial'. A estrutura e o sentido são similares, refletindo a universalidade da necessidade de confidencialidade. O inglês 'under wraps' adiciona uma metáfora visual de algo coberto. corpus_comparacao_linguistica.txt
Origem e Formação no Português
Século XVI - A expressão 'manter em sigilo' surge como uma combinação do verbo 'manter' (do latim manutenere, sustentar, conservar) e o substantivo 'sigilo' (do latim sigillum, marca, selo, segredo). A forma composta reflete a necessidade de expressar a ação de guardar algo confidencialmente. corpus_etimologia_portugues.txt
Evolução e Uso Formal
Séculos XVII-XIX - A expressão é predominantemente utilizada em contextos formais, jurídicos e diplomáticos, referindo-se à confidencialidade de documentos, negociações e informações de Estado. Sua conotação é estritamente ligada à discrição e à proteção de dados sensíveis. corpus_historia_linguistica.txt
Popularização e Uso Contemporâneo
Século XX - Atualidade - A expressão transcende o uso formal e se populariza em diversos âmbitos, incluindo o corporativo, o pessoal e a mídia. Ganha nuances de 'guardar segredo' em relações interpessoais e em narrativas de suspense e espionagem. A internet e as redes sociais amplificam seu uso e ressignificam seu alcance. corpus_uso_linguistico_atual.txt
Formado pela locução verbal 'manter' + preposição 'em' + substantivo 'sigilo'.