mesma
Do latim 'metipsa', forma enfática de 'metipsus', 'eu mesmo'.
Origem
Do latim 'METIPSIMUS', forma enfática de 'METIPSE' (ele mesmo), que deu origem ao masculino 'mesmo'. A forma feminina 'mesma' é uma adaptação gramatical para concordar com substantivos femininos.
Mudanças de sentido
A função primária de 'mesma' como pronome e adjetivo demonstrativo, indicando identidade ou repetição, permaneceu estável. Não há registros de mudanças significativas de sentido ou ressignificações profundas.
Sua principal função é a de garantir a referência a um elemento já introduzido no discurso, evitando ambiguidades e promovendo a fluidez textual. Ex: 'A casa é bonita. A mesma é antiga.' (referindo-se à casa).
Primeiro registro
Registros em textos medievais que já utilizavam formas derivadas do latim 'METIPSIMUS', com a distinção de gênero se consolidando gradualmente.
Momentos culturais
Presente em toda a produção literária e documental em língua portuguesa, desde crônicas e romances até documentos oficiais e textos acadêmicos, sempre com sua função gramatical intacta.
Comparações culturais
Inglês: 'same' (adjetivo/advérbio) e 'the same one' (pronome). Espanhol: 'misma' (adjetivo/pronome), derivado do latim 'METIPSIMUS'. Francês: 'même' (adjetivo/advérbio/pronome). Italiano: 'stessa' (adjetivo/pronome).
Relevância atual
A palavra 'mesma' mantém sua relevância gramatical e funcional no português brasileiro contemporâneo. É um elemento essencial para a coesão e clareza textual em todos os níveis de comunicação, desde a fala cotidiana até a escrita acadêmica e literária.
Origem Latina e Formação do Português
Deriva do pronome demonstrativo latino 'METIPSIMUS', que evoluiu para 'mesmo' no português arcaico. A forma feminina 'mesma' surge como concordância gramatical.
Consolidação e Uso Dicionarizado
A palavra 'mesma' se estabelece como pronome e adjetivo demonstrativo, com função de referenciar algo ou alguém já mencionado, garantindo coesão textual. Sua forma é formal e dicionarizada.
Uso Contemporâneo e Variações
Mantém sua função gramatical em todos os registros da língua portuguesa, incluindo o brasileiro. É amplamente utilizada na escrita formal e informal, sem grandes ressignificações.
Do latim 'metipsa', forma enfática de 'metipsus', 'eu mesmo'.