mitigar-se-iam
Derivado do latim 'mitigare', com sufixos verbais portugueses e pronomes oblíquos.
Origem
Deriva do latim 'mitigare', que significa 'suavizar', 'acalmar', 'tornar brando', 'diminuir a intensidade'.
Mudanças de sentido
O sentido primário é de tornar algo menos severo, menos intenso, mais brando. Aplicava-se a dores, penas, conflitos, sentimentos, etc.
O sentido de 'atenuar-se', 'aliviar-se', 'tornar-se menos severo' permanece, mas a forma verbal 'mitigar-se-iam' é o principal ponto de mudança, tornando-se arcaica e formal.
Primeiro registro
A forma verbal conjugada com ênclise, como 'mitigar-se-iam', é esperada em textos portugueses a partir do século XIII, com a consolidação da língua. Registros específicos da forma exata podem ser encontrados em documentos medievais e renascentistas.
Momentos culturais
A forma 'mitigar-se-iam' seria comum em obras literárias que buscavam um registro elevado, como poemas épicos, tragédias ou textos religiosos da época.
Em documentos legais e administrativos históricos, a formalidade da construção era mantida, tornando a forma verbal apropriada.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês seria algo como 'they would mitigate themselves' ou 'they would be mitigated', mas a forma verbal específica 'mitigar-se-iam' não tem um paralelo direto em termos de estrutura gramatical e nível de formalidade. O verbo 'mitigate' existe e tem sentido similar. Espanhol: Em espanhol, a forma seria 'se mitigarían' (com próclise, mais comum) ou, em um registro muito formal e arcaico, 'mitigaríanse' (ênclise). O sentido é o mesmo: 'eles/elas se atenuariam/aliviariam'. O português brasileiro moderno tende à próclise como o espanhol, mas a forma 'mitigar-se-iam' é mais arcaica que qualquer forma equivalente em espanhol contemporâneo.
Relevância atual
A forma verbal 'mitigar-se-iam' possui relevância quase nula na comunicação corrente do português brasileiro. Sua importância reside no estudo da história da língua, da evolução da colocação pronominal e da variação linguística entre o português clássico e o moderno. É um exemplo de como a gramática e o vocabulário se transformam ao longo do tempo, com formas que se tornam obsoletas ou restritas a contextos muito específicos.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'mitigar' deriva do latim 'mitigare', que significa 'suavizar', 'acalmar', 'tornar brando'. A forma 'mitigar-se-iam' é uma conjugação verbal específica do português, indicando a terceira pessoa do plural do futuro do pretérito (condicional) do verbo 'mitigar' com o pronome oblíquo átono 'se' em ênclise. Essa estrutura é característica do português clássico e formal.
Uso Formal e Clássico
Séculos XIV a XIX - A forma 'mitigar-se-iam' seria encontrada em textos literários, jurídicos e religiosos de alta formalidade, onde a ênclise (pronome após o verbo) era a norma. O sentido de 'tornar-se mais brando', 'suavizar-se', 'aliviar-se' era mantido.
Transição para o Português Moderno
Século XX - Com a evolução da língua portuguesa, especialmente no Brasil, a próclise (pronome antes do verbo) tornou-se mais comum na fala e em textos menos formais. A forma 'se mitigariam' (com próclise) começou a ganhar preferência, embora 'mitigar-se-iam' ainda fosse gramaticalmente correta em contextos formais.
Atualidade: Uso Restrito e Contextual
Século XXI - A forma 'mitigar-se-iam' é raramente utilizada na comunicação cotidiana no Brasil. Seu uso é praticamente restrito a textos acadêmicos, jurídicos, literários de cunho histórico ou a autores que intencionalmente buscam um registro linguístico arcaico ou extremamente formal. O sentido de 'eles/elas se atenuariam ou se aliviariam' é compreendido, mas a forma verbal soa pedante ou desatualizada para a maioria.
Derivado do latim 'mitigare', com sufixos verbais portugueses e pronomes oblíquos.