nao-acreditavam-mais
Formada pela junção da negação 'não', do verbo 'acreditar' na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo ('acreditavam') e do advérbio de tempo 'mais'.
Origem
A expressão é formada pela aglutinação do advérbio de negação 'não', do verbo 'acreditar' (derivado do latim 'credere') e do advérbio de tempo 'mais' (derivado do latim 'magis'). A estrutura sintática se estabelece com a negação antes do verbo e o advérbio de tempo intensificando a ação negada.
Mudanças de sentido
O sentido principal de cessação de crença ou esperança se mantém, aplicado a contextos religiosos, pessoais e sociais.
A expressão passa a ser usada em contextos de descrença em sistemas políticos, econômicos e sociais, refletindo ceticismo e desilusão. → ver detalhes A perda de fé em promessas políticas, a descrença em modelos econômicos que não trazem prosperidade e a desilusão com figuras públicas são exemplos de como a expressão se aplica a um ceticismo mais amplo e coletivo na contemporaneidade.
Primeiro registro
Registros em cartas e crônicas da época colonial e imperial, indicando o uso corrente da expressão em diferentes registros linguísticos. A dificuldade em precisar um 'primeiro' registro exato se deve à natureza evolutiva da língua falada e escrita.
Momentos culturais
Presente em letras de músicas de protesto e canções populares que expressam desilusão com o status quo.
Utilizada em debates políticos e sociais, frequentemente em discursos que criticam a falta de resultados ou a ineficácia de políticas públicas.
Vida emocional
Associada a sentimentos de desilusão, ceticismo, resignação e, por vezes, apatia. Pode carregar um peso de derrota ou de aceitação de uma realidade negativa.
Vida digital
A expressão é frequentemente utilizada em redes sociais para comentar notícias, eventos ou declarações que geram descrença. → ver detalhes Em plataformas como Twitter e Facebook, 'não acreditavam mais' aparece em comentários sarcásticos ou resignados sobre promessas políticas não cumpridas, escândalos ou situações cotidianas frustrantes. É comum em memes que ironizam a repetição de erros ou a falta de progresso.
Pode aparecer em hashtags que expressam descontentamento coletivo.
Representações
Presente em diálogos de novelas, filmes e séries que retratam personagens desiludidos com relacionamentos, carreiras ou com a sociedade em geral.
Comparações culturais
Inglês: 'no longer believed', 'didn't believe anymore'. Espanhol: 'ya no creían'. Francês: 'ne croyaient plus'. A estrutura de negação seguida do verbo e do advérbio de tempo é comum em muitas línguas românicas e germânicas, com variações na ordem e na escolha dos elementos.
Relevância atual
A expressão mantém sua relevância como um marcador de desilusão e ceticismo em um mundo complexo e muitas vezes imprevisível. É uma forma concisa de expressar a perda de fé em narrativas estabelecidas ou em resultados esperados, refletindo um sentimento comum em diversas esferas da sociedade contemporânea.
Formação do Português
Séculos XII-XV — A expressão 'não acreditavam mais' se forma a partir da junção do advérbio de negação 'não', do verbo 'acreditar' (do latim *credere*, crer) e do advérbio de tempo 'mais' (do latim *magis*, em maior grau). A estrutura verbal com o advérbio de negação precede o verbo, e o advérbio de tempo intensifica a negação da crença.
Consolidação do Uso
Séculos XVI-XIX — A expressão se consolida na língua escrita e falada, sendo utilizada em diversos contextos para indicar a perda de fé, esperança ou confiança em algo ou alguém. Aparece em crônicas, cartas e obras literárias.
Modernidade e Contemporaneidade
Século XX-Atualidade — A expressão mantém seu sentido original, mas ganha nuances com o uso em contextos de descrença em instituições, ideologias ou promessas. A popularização da mídia e da internet amplia seu alcance e ressignificação em memes e discussões sociais.
Formada pela junção da negação 'não', do verbo 'acreditar' na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo ('acreditavam…