nao-quererem
Combinação de elementos do português.
Origem
Combinação da partícula de negação 'não' (do latim 'non') com o infinitivo plural do verbo 'querer' (do latim 'quaerere', buscar, pedir).
Mudanças de sentido
Sentido literal de ausência de desejo ou vontade por parte de um grupo.
Pode adquirir nuances de recusa ativa, protesto coletivo ou apatia, dependendo do contexto.
Em contextos informais ou artísticos, 'não quererem' pode ser usado para evocar uma atmosfera de resistência passiva ou de desinteresse generalizado, contrastando com a ação ou o desejo individual. A forma 'não querer' (singular) é mais frequente para expressar a negação genérica.
Primeiro registro
Registros em documentos coloniais, crônicas e primeiras obras literárias em português do Brasil, onde a estrutura gramatical já se consolidava.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que retratam a sociedade brasileira, como em romances regionalistas ou históricos, descrevendo a recusa de personagens a certas ações ou condições.
Pode aparecer em letras de música popular brasileira (MPB) ou em peças teatrais que abordam temas sociais e políticos, expressando a negação de um coletivo a um sistema ou ideia.
Vida digital
A forma 'não quererem' é raramente usada isoladamente em buscas digitais ou memes, sendo mais comum a forma 'não querer' ou variações verbais conjugadas. A construção gramatical completa é mais frequente em textos acadêmicos ou literários online.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'they do not want' ou 'they refuse to', onde a negação precede o verbo principal e o sujeito plural é explícito. Espanhol: 'ellos no quieren', onde a negação 'no' precede o verbo conjugado no plural. A estrutura de negação seguida do infinitivo plural não é comum em espanhol ou inglês da mesma forma que em português.
Relevância atual
A expressão 'não quererem' mantém sua relevância como uma forma gramaticalmente correta para expressar a negação de desejo ou vontade de um grupo. Seu uso é mais comum em contextos formais, literários ou em análises linguísticas, enquanto a forma singular 'não querer' é predominante na comunicação cotidiana.
Formação e Uso Inicial
Séculos XVI-XVII — A construção 'não querer' como locução verbal negativa surge com a consolidação do português brasileiro, refletindo a estrutura sintática do latim vulgar e a influência das línguas indígenas na oralidade. O infinitivo plural 'quererem' é a forma gramatical padrão para a negação conjunta.
Consolidação Gramatical e Literária
Séculos XVIII-XIX — A locução 'não querer' se estabelece firmemente na norma culta e na literatura. 'Não quererem' aparece em contextos formais, indicando a recusa coletiva ou a ausência de desejo de um grupo.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
Séculos XX-XXI — A expressão 'não quererem' mantém seu sentido gramatical, mas pode ser ressignificada em contextos informais, poéticos ou de protesto, enfatizando a recusa ativa ou a apatia coletiva. A forma 'não querer' (sem o plural) é mais comum em contextos gerais.
Combinação de elementos do português.