pagara

Do latim 'pacare', que significa 'satisfazer', 'quitar'.

Origem

Latim Vulgar

Do verbo latino 'pactare', que evoluiu para 'pagare' no latim vulgar, significando 'cumprir um acordo', 'quitar uma dívida'.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar

O sentido original de 'selar um acordo' ou 'cumprir uma obrigação' se mantém na evolução para o português.

Séculos XII-XV

A forma verbal 'pagara' se estabelece com o sentido de uma ação de pagar concluída antes de outra ação passada, ou simplesmente como uma forma pretérita do verbo pagar.

Em textos medievais, 'pagara' é usada para descrever ações passadas em relação a outro ponto no passado, como em 'Quando ele chegou, eu já pagara a conta'.

Atualidade

Mantém o sentido gramatical de ação passada concluída, mas seu uso é mais restrito à escrita formal e literária.

Na linguagem falada, construções analíticas como 'tinha pago' (pretérito mais-que-perfeito composto) ou 'pagou' (pretérito perfeito simples) são mais comuns, tornando 'pagara' uma marca de formalidade ou estilo literário.

Primeiro registro

Séculos XII-XIII

Registros em documentos notariais e textos literários antigos da formação do português, como as cantigas galego-portuguesas e os primeiros forais.

Momentos culturais

Séculos XV-XIX

Presente em obras literárias clássicas, como romances de cavalaria, crônicas históricas e poesia, onde a forma verbal era comum e esperada.

Século XX

Aparece em obras literárias que buscam um registro mais formal ou arcaizante, ou em diálogos que retratam personagens de épocas passadas.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: O pretérito mais-que-perfeito simples ('had paid') tem um uso similar ao 'pagara' em português, indicando uma ação anterior a outra no passado, mas também é menos comum na fala do que o pretérito perfeito ('paid'). Espanhol: A forma 'pagara' (ou 'pagase') é o pretérito imperfeito do subjuntivo, com usos diferentes do pretérito mais-que-perfeito do indicativo em português. O equivalente mais próximo em função temporal seria o pretérito mais-que-perfeito do indicativo ('había pagado'). Francês: O 'plus-que-parfait' ('avait payé') cumpre função similar ao 'pagara' em português, indicando anterioridade em relação a um ponto no passado.

Relevância atual

Atualidade

A forma 'pagara' é considerada gramaticalmente correta e é utilizada em contextos formais, acadêmicos e literários. Sua raridade na fala cotidiana a torna um marcador de formalidade ou de um estilo mais erudito, contrastando com as formas analíticas mais comuns.

Origem Etimológica e Latim Vulgar

Deriva do verbo latino 'pactare', que significa 'acordar', 'combinar', 'selar um acordo', evoluindo para 'pagar' no latim vulgar. A forma 'pagara' surge como uma conjugação verbal específica.

Formação do Português e Idade Média

A palavra 'pagara' se consolida na língua portuguesa como a forma do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo (ou pretérito perfeito, em algumas gramáticas mais antigas) para a terceira pessoa do singular do verbo 'pagar'. Seu uso é documentado desde os primórdios da língua.

Uso Moderno e Contemporâneo

A forma 'pagara' mantém seu uso gramaticalmente correto, embora menos frequente na fala cotidiana em favor de construções como 'tinha pago' ou 'pagou'. Permanece em textos formais, literários e em contextos que exigem precisão temporal.

pagara

Do latim 'pacare', que significa 'satisfazer', 'quitar'.

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