pagara
Do latim 'pacare', que significa 'satisfazer', 'quitar'.
Origem
Do verbo latino 'pactare', que evoluiu para 'pagare' no latim vulgar, significando 'cumprir um acordo', 'quitar uma dívida'.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'selar um acordo' ou 'cumprir uma obrigação' se mantém na evolução para o português.
A forma verbal 'pagara' se estabelece com o sentido de uma ação de pagar concluída antes de outra ação passada, ou simplesmente como uma forma pretérita do verbo pagar.
Em textos medievais, 'pagara' é usada para descrever ações passadas em relação a outro ponto no passado, como em 'Quando ele chegou, eu já pagara a conta'.
Mantém o sentido gramatical de ação passada concluída, mas seu uso é mais restrito à escrita formal e literária.
Na linguagem falada, construções analíticas como 'tinha pago' (pretérito mais-que-perfeito composto) ou 'pagou' (pretérito perfeito simples) são mais comuns, tornando 'pagara' uma marca de formalidade ou estilo literário.
Primeiro registro
Registros em documentos notariais e textos literários antigos da formação do português, como as cantigas galego-portuguesas e os primeiros forais.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas, como romances de cavalaria, crônicas históricas e poesia, onde a forma verbal era comum e esperada.
Aparece em obras literárias que buscam um registro mais formal ou arcaizante, ou em diálogos que retratam personagens de épocas passadas.
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito simples ('had paid') tem um uso similar ao 'pagara' em português, indicando uma ação anterior a outra no passado, mas também é menos comum na fala do que o pretérito perfeito ('paid'). Espanhol: A forma 'pagara' (ou 'pagase') é o pretérito imperfeito do subjuntivo, com usos diferentes do pretérito mais-que-perfeito do indicativo em português. O equivalente mais próximo em função temporal seria o pretérito mais-que-perfeito do indicativo ('había pagado'). Francês: O 'plus-que-parfait' ('avait payé') cumpre função similar ao 'pagara' em português, indicando anterioridade em relação a um ponto no passado.
Relevância atual
A forma 'pagara' é considerada gramaticalmente correta e é utilizada em contextos formais, acadêmicos e literários. Sua raridade na fala cotidiana a torna um marcador de formalidade ou de um estilo mais erudito, contrastando com as formas analíticas mais comuns.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Deriva do verbo latino 'pactare', que significa 'acordar', 'combinar', 'selar um acordo', evoluindo para 'pagar' no latim vulgar. A forma 'pagara' surge como uma conjugação verbal específica.
Formação do Português e Idade Média
A palavra 'pagara' se consolida na língua portuguesa como a forma do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo (ou pretérito perfeito, em algumas gramáticas mais antigas) para a terceira pessoa do singular do verbo 'pagar'. Seu uso é documentado desde os primórdios da língua.
Uso Moderno e Contemporâneo
A forma 'pagara' mantém seu uso gramaticalmente correto, embora menos frequente na fala cotidiana em favor de construções como 'tinha pago' ou 'pagou'. Permanece em textos formais, literários e em contextos que exigem precisão temporal.
Do latim 'pacare', que significa 'satisfazer', 'quitar'.