pagarem
Do latim 'pacare', que significa 'satisfazer', 'quitar'.
Origem
Deriva do latim 'pacare', que significa 'satisfazer', 'quitar', 'dar paz'. A terminação '-arem' é a marca do infinitivo pessoal de terceira pessoa do plural em português.
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'quitar uma dívida' ou 'dar recompensa' se mantém estável ao longo dos séculos. A evolução é mais gramatical e fonética do que semântica.
O verbo 'pagar' e suas conjugações, como 'pagarem', mantêm seu sentido literal de quitação financeira, mas também podem ser usados metaforicamente para indicar consequências ou retribuições, positivas ou negativas ('eles vão pagarem caro por isso').
Em contextos informais e na internet, a forma 'pagarem' pode aparecer em construções que expressam expectativa ou condição, como em 'Espero que eles pagarem o que devem'.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico, como documentos notariais e crônicas, já apresentavam a conjugação verbal com a terminação '-arem'.
Momentos culturais
Aparece em obras literárias que retratam a sociedade, o comércio e as relações de poder, como em romances de José de Alencar ou Machado de Assis, onde a quitação de dívidas ou o pagamento de favores são temas recorrentes.
Presente em letras de músicas que abordam temas cotidianos, amorosos ou sociais, onde a ideia de pagar ou ser pago é central ('Se eu não te pago, eu não te quero').
Conflitos sociais
A palavra 'pagar' e suas conjugações estão intrinsecamente ligadas a conflitos sociais relacionados à escravidão, dívidas, exploração do trabalho e desigualdade econômica, onde a capacidade ou incapacidade de 'pagarem' definia o status social e a liberdade.
Vida emocional
A palavra 'pagarem' carrega um peso de obrigação, responsabilidade e, por vezes, de alívio (ao quitar uma dívida) ou de apreensão (ao ter que pagar algo oneroso ou uma consequência).
Vida digital
A forma 'pagarem' é utilizada em redes sociais, fóruns e aplicativos de mensagens. Pode aparecer em discussões sobre finanças, em memes que ironizam a dificuldade de pagar contas, ou em contextos de promessas e expectativas ('quando eles pagarem o que me devem').
Embora a norma culta exija 'pagarem', em contextos informais digitais, pode haver a tentação de simplificações ou erros de conjugação, mas a forma correta é amplamente reconhecida e utilizada.
Representações
Frequentemente utilizada em diálogos que envolvem tramas de negócios, dívidas, chantagens ou acertos de contas, onde a ação de 'pagarem' é um ponto crucial da narrativa.
Comparações culturais
Inglês: 'to pay' (infinitivo), 'they pay' (presente), 'they will pay' (futuro). A forma verbal correspondente ao futuro do subjuntivo ou infinitivo pessoal em português ('pagarem') não tem uma tradução direta e única em inglês, sendo expressa por construções como 'for them to pay' ou 'if they pay'. Espanhol: 'pagar' (infinitivo), 'paguen' (subjuntivo/infinitivo pessoal). O espanhol utiliza a forma do subjuntivo ('paguen') para expressar ideias semelhantes ao infinitivo pessoal do português em muitos contextos. Francês: 'payer' (infinitivo), 'qu'ils paient' (subjuntivo). O francês também recorre ao subjuntivo para expressar essas nuances.
Relevância atual
A forma 'pagarem' mantém sua relevância como uma conjugação verbal fundamental na língua portuguesa brasileira, essencial para a comunicação em todos os níveis, desde transações financeiras básicas até discussões complexas sobre responsabilidade e consequências.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'pagar' tem origem no latim 'pacare', que significa 'satisfazer', 'quitar', 'dar paz'. A forma 'pagarem' surge da conjugação do infinitivo 'pagar' com a desinência de infinitivo pessoal de terceira pessoa do plural (-em), refletindo o uso do latim vulgar e sua evolução para o português arcaico.
Português Arcaico e Medieval
Séculos XIV-XV - A forma 'pagarem' já se estabelece na conjugação verbal, sendo utilizada em documentos e textos literários da época para expressar a ação de quitar dívidas ou recompensar alguém, no futuro do subjuntivo ou infinitivo pessoal. O contexto de uso era predominantemente transacional e legal.
Português Moderno e Colonial
Séculos XVI-XVIII - A palavra mantém seu sentido original, mas seu uso se expande com a colonização e o desenvolvimento econômico do Brasil. Aparece em registros de comércio, contratos e na literatura, refletindo as relações de troca e obrigações na sociedade colonial.
Português Brasileiro Contemporâneo
Século XIX - Atualidade - A forma 'pagarem' continua sendo a conjugação padrão para a terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo ou infinitivo pessoal do verbo 'pagar'. Seu uso abrange desde transações financeiras cotidianas até contextos mais abstratos de recompensa ou consequência.
Do latim 'pacare', que significa 'satisfazer', 'quitar'.