Palavras

pestilência

Do latim 'pestilentia', derivado de 'pestilens', que significa 'pestilento', 'contagioso', 'mortal'.

Origem

Latim

Do latim 'pestilentia', que significa 'contágio', 'praga', 'peste'. Deriva de 'pestilens' (contagioso, mortal) e 'pestis' (praga, peste).

Mudanças de sentido

Latim/Português Arcaico

Doença epidêmica grave e contagiosa; praga.

Idade Média

Associada a epidemias, morte, castigo divino e desespero. Conotação religiosa e de flagelo.

Século XIX - Atualidade

Mantém o sentido de doença grave, mas o uso metafórico para 'grande calamidade', 'flagelo' ou 'algo extremamente desagradável' se torna mais comum em contextos formais ou literários. O uso coloquial para descrever algo ruim é raro.

Em português brasileiro contemporâneo, a palavra 'pestilência' é formal e dicionarizada. Em vez dela, o falante comum tende a usar expressões como 'que praga!', 'que inferno!', 'um desastre' ou 'uma desgraça' para descrever situações desagradáveis ou problemáticas, reservando 'pestilência' para contextos mais formais, literários ou para se referir a doenças epidêmicas históricas ou em relatos médicos.

Primeiro registro

Século XIV

Registros em textos medievais em português, refletindo o uso do latim 'pestilentia' para descrever surtos de doenças.

Momentos culturais

Idade Média

A Peste Negra (século XIV) marcou profundamente a percepção da palavra, associando-a a um evento apocalíptico e ao medo generalizado.

Literatura

Presente em obras literárias que retratam épocas de crise sanitária, sofrimento humano ou como metáfora para males sociais e morais.

Conflitos sociais

Histórico

As epidemias de pestilência frequentemente geravam pânico, isolamento social, perseguição a minorias (acusadas de espalhar a doença) e questionamentos sobre a fé e a ordem social.

Vida emocional

Histórico

Associada a sentimentos de medo extremo, desespero, impotência, angústia e, em contextos religiosos, culpa ou temor do castigo divino.

Contemporâneo

Em uso formal ou literário, ainda evoca um senso de gravidade e calamidade. No uso coloquial, a palavra em si é raramente usada, mas o conceito de 'praga' ou 'desastre' carrega consigo frustração e desagrado.

Representações

Cinema e Literatura

Frequentemente retratada em filmes e livros de ficção histórica ou pós-apocalíptica, como em 'O Nome da Rosa' ou em narrativas sobre a Peste Negra, para evocar um ambiente de desolação e perigo.

Comparações culturais

Inglês: 'Pestilence' carrega um peso histórico e religioso similar, frequentemente associado a pragas bíblicas e epidemias. O uso moderno é mais formal ou literário, com 'plague' sendo mais comum para doenças e 'nuisance' ou 'disaster' para algo desagradável. Espanhol: 'Pestilencia' tem um uso e conotação muito próximos ao português, sendo formal e associada a doenças graves e calamidades. Francês: 'Pestilence' também remete a doenças epidêmicas graves e ao sentido figurado de calamidade, com um tom formal.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'pestilência' mantém sua relevância em contextos formais, acadêmicos, literários e históricos, especialmente ao discutir pandemias passadas ou ameaças sanitárias. No discurso cotidiano brasileiro, seu uso é limitado, sendo substituída por termos mais diretos e menos carregados de formalidade ou conotação histórica.

Origem Etimológica e Entrada no Português

Século XIV — do latim 'pestilentia', derivado de 'pestilens' (contagioso, mortal), que por sua vez vem de 'pestis' (praga, peste). A palavra entrou no português arcaico com o sentido de doença epidêmica grave e, por extensão, de calamidade.

Uso Histórico e Conotações

Idade Média e Moderna — frequentemente associada a epidemias devastadoras como a Peste Negra, carregando forte conotação de morte, castigo divino e desespero. Usada em contextos religiosos e médicos.

Ressignificação e Uso Contemporâneo

Século XIX em diante — o sentido de 'doença epidêmica grave' se mantém, mas o uso metafórico para 'grande calamidade' ou 'algo extremamente desagradável' se expande. A palavra 'pestilência' é formal e dicionarizada, raramente usada na linguagem coloquial moderna, que prefere termos como 'praga', 'inferno' ou 'desastre'.

pestilência

Do latim 'pestilentia', derivado de 'pestilens', que significa 'pestilento', 'contagioso', 'mortal'.

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