picles
Do inglês 'pickles', plural de 'pickle' (pepino em conserva).
Origem
Deriva do holandês 'pekel' ou do baixo alemão 'pekel', ambos significando salmoura. A raiz pode estar ligada ao latim 'picatus', que se refere a algo escurecido ou envernizado, possivelmente pela cor dos vegetais após a conservação.
Mudanças de sentido
Originalmente, o termo referia-se genericamente a qualquer alimento conservado em salmoura ou vinagre.
No uso contemporâneo, especialmente no Brasil, o termo 'picles' passou a designar predominantemente o pepino em conserva, embora ainda possa ser usado de forma mais ampla para outros vegetais conservados.
Primeiro registro
Registros em jornais e literatura brasileira do século XIX indicam o uso da palavra, associada a hábitos alimentares de classes mais abastadas e influências estrangeiras. (Referência: corpus_literatura_brasileira_sec_XIX.txt)
Momentos culturais
A popularização do picles como ingrediente de sanduíches, especialmente hambúrgueres, em filmes e séries americanas contribuiu para sua disseminação cultural no Brasil.
Presença constante em programas de culinária e receitas online, consolidando seu lugar na gastronomia brasileira.
Vida digital
Buscas por receitas de picles caseiro e 'como fazer picles' são frequentes em plataformas como YouTube e blogs de culinária.
Menções em redes sociais associadas a dietas, lanches e culinária internacional.
Representações
Frequentemente retratado em filmes e séries como um acompanhamento clássico de sanduíches e pratos de fast-food, simbolizando a culinária ocidental.
Comparações culturais
Inglês: 'Pickle' refere-se a pepinos em conserva, mas também pode ser usado metaforicamente para 'situação difícil'. Espanhol: 'Pepinillos encurtidos' ou 'encurtidos' são termos mais comuns, com 'pícles' sendo um empréstimo menos usual. Alemão: 'Essiggurke' (pepino em vinagre) é o termo mais direto. Francês: 'Cornichon' (pepino pequeno em conserva) é o mais conhecido.
Relevância atual
O termo 'picles' é uma palavra formal e dicionarizada no português brasileiro, amplamente compreendida e utilizada na culinária cotidiana, em restaurantes e na indústria alimentícia. Sua relevância reside na sua função como um condimento e acompanhamento popular, especialmente para sanduíches e petiscos.
Origem Etimológica
Século XVII — do holandês 'pekel' ou do baixo alemão 'pekel', significando salmoura, possivelmente relacionado ao latim 'picatus' (envernizado, referindo-se à cor escura de alguns vegetais em conserva).
Entrada no Português Brasileiro
Século XIX — A palavra 'picles' entra no vocabulário brasileiro, provavelmente através de influências culinárias europeias, especialmente britânicas e holandesas, durante o período imperial e pós-abolição, com a chegada de imigrantes e a expansão do comércio.
Consolidação e Uso
Século XX — 'Picles' se estabelece como termo comum para vegetais conservados em vinagre ou salmoura, tornando-se um acompanhamento frequente em sanduíches, saladas e como petisco, especialmente em contextos urbanos e influenciados pela culinária internacional.
Uso Contemporâneo
Atualidade — A palavra 'picles' é amplamente utilizada no Brasil, referindo-se especificamente a pepinos em conserva, mas também podendo abranger outros vegetais conservados de forma similar. É um termo dicionarizado e de uso corrente.
Do inglês 'pickles', plural de 'pickle' (pepino em conserva).