preocupava
Do latim 'praeoccupare', que significa ocupar antes, antecipar.
Origem
Do verbo latino 'praeoccupare', composto por 'prae-' (antes) e 'occupare' (ocupar, tomar posse).
Mudanças de sentido
Ocupar antes, antecipar, tomar posse de um lugar ou bem.
Começa a adquirir o sentido de ocupar a mente, antecipar mentalmente algo, gerando inquietação.
Predomina o sentido de causar ansiedade, aflição, inquietação ou cuidado excessivo. A forma 'preocupava' descreve essa ação no passado.
A transição de 'ocupar fisicamente' para 'ocupar mentalmente' reflete uma mudança na percepção da mente como um espaço passível de ser invadido por pensamentos e temores. O pretérito imperfeito 'preocupava' sugere uma continuidade ou habitualidade desse estado mental no passado.
Primeiro registro
Evidências do uso do verbo 'preocupar' e suas conjugações em textos medievais em galaico-português, com sentidos que evoluíam do literal para o mental.
Momentos culturais
Frequente em romances realistas e naturalistas para descrever o estado psicológico das personagens, como em 'Memórias Póstumas de Brás Cubas' de Machado de Assis, onde o passado e suas angústias são recorrentes.
Utilizado em crônicas e literatura para expressar a ansiedade da vida moderna e urbana. A forma 'preocupava' era comum em narrativas que revisitavam o passado.
Vida emocional
Associada a sentimentos de ansiedade, apreensão, temor, mas também a cuidado e responsabilidade. A forma 'preocupava' evoca um estado passado que podia ser persistente ou recorrente, carregado de emoção.
Vida digital
Buscas por 'como lidar com a preocupação' ou 'o que me preocupava' são comuns em fóruns de saúde mental e autoajuda. A forma 'preocupava' aparece em relatos pessoais e discussões sobre o passado.
Comparações culturais
Inglês: 'worried' (pretérito imperfeito de 'to worry'), 'used to worry'. Espanhol: 'preocupaba' (pretérito imperfeito do indicativo de 'preocupar'). Ambos os idiomas compartilham a raiz latina e a evolução semântica para o estado mental de ansiedade. O francês 'préoccupait' (imparfait de 'préoccuper') também segue um padrão similar.
Relevância atual
A forma 'preocupava' continua sendo uma palavra fundamental na língua portuguesa, usada para descrever estados passados de ansiedade, cuidado ou apreensão. Sua presença em textos formais e informais atesta sua vitalidade. A palavra 'preocupava' é formal/dicionarizada, conforme indicado no contexto RAG.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'praeoccupare', que significa ocupar antes, antecipar, tomar posse. Inicialmente, o sentido era mais literal, de tomar posse de algo ou de um lugar antes de outros. A forma verbal 'preocupava' remonta a essa raiz, indicando uma ação contínua ou habitual no passado.
Evolução do Sentido: de Ocupar a Angustiar
Idade Média - Século XVII - O sentido começa a migrar para o de 'ocupar a mente', gerando inquietação ou ansiedade. A ideia de 'ocupar antes' se transfere para a mente, que é 'ocupada' por pensamentos ou temores. A forma 'preocupava' passa a descrever um estado mental recorrente no passado.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XVIII - Atualidade - O sentido de 'causar ansiedade' ou 'inquietar' se consolida. 'Preocupava' é amplamente utilizada na literatura, na fala cotidiana e em contextos formais para descrever um estado de apreensão ou cuidado passado. A palavra 'preocupava' é uma forma dicionarizada e formal, encontrada em corpus como o fornecido.
Do latim 'praeoccupare', que significa ocupar antes, antecipar.