provara
Do latim 'probare', provar, testar. A forma verbal 'provara' é a conjugação do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo.
Origem
Do latim 'probare', com significados de testar, experimentar, aprovar, demonstrar. Relacionado a 'probus' (bom, honesto, virtuoso).
Mudanças de sentido
O verbo 'probar' (latim) evolui para 'provar' em português, mantendo os sentidos de testar, experimentar, demonstrar. A forma 'provara' consolida-se como o pretérito mais-que-perfeito simples, indicando anterioridade temporal em relação a outro evento passado.
O sentido gramatical de ação passada anterior a outra ação passada é mantido. A frequência de uso da forma simples 'provara' diminui na linguagem oral em favor da forma composta 'tinha provado', mas a forma simples permanece em contextos formais e literários.
A distinção entre o pretérito mais-que-perfeito simples e composto é um traço gramatical que se mantém, mas com uma clara preferência pela forma composta na oralidade brasileira, tornando 'provara' mais associada à escrita culta.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses que já utilizavam a conjugação verbal herdada do latim.
Momentos culturais
Presença em obras literárias clássicas da língua portuguesa, como em textos de Camões, onde a forma 'provara' é utilizada para construir narrativas com complexidade temporal.
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito em inglês ('had proven') cumpre função similar, indicando uma ação anterior a outra no passado. Espanhol: O pretérito pluscuamperfecto ('había probado') tem função análoga ao português 'tinha provado' e, em menor grau, ao 'provara'. O espanhol também possui a forma simples ('probóra'), mas é arcaica e raramente usada. Francês: O 'plus-que-parfait' ('avait prouvé') é a forma equivalente, com a forma simples ('prouva') sendo o passé simple, usado em narrativa formal.
Relevância atual
A palavra 'provara' é gramaticalmente correta e reconhecida como parte do léxico formal do português brasileiro. Sua relevância reside na manutenção da riqueza gramatical da língua, sendo encontrada em textos acadêmicos, jurídicos e literários, e como um marcador de formalidade e precisão temporal na escrita.
Origem Etimológica
Do latim 'probare', que significa testar, experimentar, aprovar, demonstrar. Deriva do verbo 'probus', que significa bom, honesto, virtuoso.
Formação e Entrada no Português
A forma 'provara' surge como o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo do verbo 'provar'. Sua consolidação no léxico português ocorre com a evolução da língua a partir do latim vulgar.
Uso Literário e Formal
A palavra 'provara' é encontrada em textos literários e formais, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada, característica do pretérito mais-que-perfeito.
Uso Contemporâneo
A forma 'provara' mantém seu uso gramaticalmente correto, embora o pretérito mais-que-perfeito composto ('tinha provado') seja mais frequente na fala cotidiana. A forma simples é mais comum na escrita formal e literária.
Do latim 'probare', provar, testar. A forma verbal 'provara' é a conjugação do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo.