recordara
Do latim 'recordare', que significa 'trazer à memória'.
Origem
Do latim 'recordari', que significa 'trazer à memória', 'lembrar'. Ligado a 'cor', 'cordis' (coração), indicando uma lembrança sentida.
Mudanças de sentido
O verbo 'recordar' manteve seu sentido primário de trazer à memória ou lembrar. A forma 'recordara' especificamente denota uma ação passada anterior a outra ação passada, uma função gramatical estável.
Primeiro registro
A conjugação verbal 'recordara' e o verbo 'recordar' já estavam presentes nos textos em galego-português medieval, indicando sua antiguidade na língua.
Momentos culturais
Frequentemente encontrada na literatura brasileira e portuguesa, em romances e poesias, para descrever eventos passados que precederam outros eventos narrados, conferindo um tom mais formal e literário.
Comparações culturais
Inglês: A função temporal de 'recordara' é similar ao uso do Past Perfect (had remembered) em inglês, para indicar uma ação anterior a outra no passado. Espanhol: Corresponde ao Pretérito Pluscuamperfecto de Indicativo (había recordado) ou, em formas mais arcaicas e literárias, ao Pretérito Imperfecto de Subjuntivo (recordara) com valor de passado. Francês: Equivalente ao Plus-que-parfait (avait rappelé).
Relevância atual
A forma 'recordara' é reconhecida como gramaticalmente correta e formal, mas seu uso é restrito a contextos escritos e formais. Na comunicação oral, outras construções são preferidas, mas a palavra mantém sua existência no léxico formal e dicionarizado do português brasileiro, conforme indicado em '4_lista_exaustiva_portugues.txt'.
Origem Etimológica
Origina-se do latim 'recordari', que significa 'trazer à memória', 'lembrar'. Deriva de 'cor', 'cordis' (coração), sugerindo que a lembrança é algo sentido ou que vem do âmago.
Evolução e Entrada no Português
A forma 'recordara' é a terceira pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo do verbo 'recordar'. Esta conjugação verbal, com sua raiz latina, foi incorporada ao português desde seus primórdios, mantendo sua função gramatical de indicar uma ação passada anterior a outra ação passada.
Uso Contemporâneo
A forma 'recordara' é formal e dicionarizada, encontrada em textos literários, acadêmicos e em contextos que exigem precisão temporal em narrativas passadas. Seu uso é menos comum na fala cotidiana, onde formas como 'tinha recordado' ou 'recordou' (dependendo do contexto) são mais frequentes.
Do latim 'recordare', que significa 'trazer à memória'.