recorte
Derivado de 'recortar'.
Origem
Deriva do verbo latino 'recutere', que significa bater para trás, cortar, aparar. O sufixo '-te' indica ação ou resultado.
A forma substantivada 'recorte' surge para descrever o ato de cortar ou a parte que foi cortada, especialmente em artesanato e alfaiataria.
Mudanças de sentido
O sentido literal de 'parte cortada' se firma, aplicado a materiais como tecido, papel e couro. Começa a ser usado para designar um fragmento de algo maior.
Expansão para o sentido de 'trecho de texto' ou 'citação', especialmente em contextos jornalísticos e literários.
Popularização do uso com a mídia de massa, associando 'recorte' a 'matéria publicada' ou 'clipping'. O sentido de 'fragmento' se estende a imagens e áudios.
O termo mantém seus sentidos originais e se adapta à era digital, referindo-se a trechos de conteúdo online, capturas de tela e edições digitais.
Na internet, 'recorte' pode se referir a um trecho específico de um vídeo viral, uma citação de uma postagem ou uma imagem editada. A ação de 'recortar' é fundamental em ferramentas de edição e redes sociais.
Primeiro registro
Registros em documentos de alfaiataria e artesanato, descrevendo o ato de cortar e as peças resultantes.
Momentos culturais
Jornais e revistas utilizam o termo para se referir a matérias publicadas, criando 'álbuns de recortes' como forma de documentação pessoal e profissional.
O 'recorte de jornal' se torna um símbolo de reconhecimento e prestígio, exibido em murais de empresas e escritórios.
A cultura do 'clipping' se intensifica com o aumento da produção midiática, e o 'recorte' é um elemento chave para monitoramento de imagem e notícias.
Vida digital
O termo 'recorte' é amplamente utilizado para descrever a extração de trechos de vídeos (YouTube, TikTok), áudios e imagens. Ferramentas de edição e captura de tela facilitam a criação e o compartilhamento de 'recortes'.
Hashtags como #recorte, #recortes, #recortesdevideo são comuns em plataformas de mídia social, indicando a popularidade da prática de compartilhar fragmentos de conteúdo.
O conceito de 'recorte' também se aplica a dados e informações, como em 'recorte de dados' para análises específicas.
Comparações culturais
Inglês: 'cutout' (para algo fisicamente recortado), 'excerpt' ou 'snippet' (para texto/áudio/vídeo). Espanhol: 'recorte' (sentido similar ao português, especialmente para jornais e materiais impressos), 'trozo' ou 'fragmento' (para partes de algo). Francês: 'découpage' (ato de recortar), 'extrait' (trecho). Italiano: 'ritaglio' (recorte de jornal/revista), 'estratto' (trecho).
Relevância atual
O termo 'recorte' mantém sua relevância em múltiplos domínios: na indústria gráfica e de moda (recorte de tecido, papel), no jornalismo e comunicação (recorte de notícia, clipping), e de forma proeminente na era digital, onde a capacidade de extrair e compartilhar fragmentos de conteúdo é uma prática cotidiana e fundamental para a disseminação de informação e entretenimento.
Em contextos mais técnicos, 'recorte' pode se referir a uma segmentação específica, como em 'recorte geográfico' ou 'recorte de mercado', indicando uma porção delimitada de um todo.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do verbo 'recortar', que por sua vez vem do latim 'recutere' (bater para trás, cortar). A forma substantivada 'recorte' surge para designar o ato ou o resultado de cortar, aparar ou dar forma.
Evolução de Sentido e Uso
Séculos XVII-XIX — O sentido de 'parte cortada' se consolida, aplicado a tecidos, papéis e outros materiais. Surge o uso figurado para 'trecho' ou 'fragmento' de algo maior, como um texto ou discurso.
Modernidade e Era Digital
Século XX-Atualidade — O termo se expande com a popularização da mídia impressa (jornais, revistas) e a fotografia, tornando 'recorte' sinônimo de 'clipping' ou 'matéria publicada'. Na era digital, o conceito se mantém, aplicado a trechos de vídeos, áudios e imagens, e a prática de 'recortar' se torna onipresente em ferramentas de edição e compartilhamento.
Derivado de 'recortar'.