remora
Do latim 'remora', 'demora'.
Origem
Do latim 'remora', significando 'demora', 'atraso', 'impedimento'. A palavra também designava um peixe marinho (Echeneidae) que, segundo a mitologia, tinha o poder de deter embarcações.
Mudanças de sentido
O sentido principal de 'demora' ou 'obstáculo' permaneceu estável. O sentido zoológico, embora presente na etimologia, é menos proeminente no uso geral da língua portuguesa.
A conotação de 'impedimento' ou 'atraso' é a mais persistente, sendo aplicada a processos, ações ou situações que sofrem lentidão.
Primeiro registro
Registros em textos antigos em latim e, posteriormente, em línguas românicas, indicam o uso do termo para descrever atrasos ou impedimentos, incluindo a referência ao peixe.
Momentos culturais
A palavra pode aparecer em obras literárias da época, descrevendo situações de lentidão burocrática ou pessoal.
Comparações culturais
Inglês: 'remora' (mesmo sentido de demora/obstáculo e o peixe). Espanhol: 'remero' (relacionado a remar, mas 'demora' é expressa por 'demora' ou 'retraso'). Francês: 'rémora' (mesmo sentido de demora/obstáculo e o peixe).
Relevância atual
A palavra 'remora' é formal e dicionarizada, utilizada em contextos que exigem precisão terminológica para descrever atrasos, lentidão ou impedimentos em processos, projetos ou situações diversas. Seu uso é mais comum na escrita formal do que na fala cotidiana.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'remora', que significa 'demora', 'impedimento', 'obstáculo'. Originalmente, referia-se a um peixe marinho que, segundo a crença antiga, podia parar navios prendendo-se ao casco.
Entrada e Uso Inicial no Português
A palavra 'remora' foi incorporada ao léxico português, mantendo seu sentido original de demora ou impedimento. Seu uso é documentado em textos literários e jurídicos.
Uso Contemporâneo
Em português brasileiro, 'remora' é utilizada formalmente para denotar lentidão, delonga ou um obstáculo que causa atraso. O sentido de peixe marinho é menos comum no uso cotidiano.
Do latim 'remora', 'demora'.