repleção
Do latim 'repletio, -onis'.
Origem
Do latim 'repletio, repletiōnis', substantivo derivado do verbo 'replere', que significa 'encher completamente', 'encher de novo'.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'ato ou efeito de repletar; estado do que está repleto' é mantido, com forte associação à ideia de estar cheio, especialmente após uma refeição abundante.
O uso se expande para descrever um estado de plenitude ou excesso em geral, não se limitando apenas à comida, mas mantendo a conotação de 'estar muito cheio'.
Em textos médicos da época, 'repleção' podia descrever um estado fisiológico de excesso de fluidos ou substâncias no corpo. Na literatura, era usada para evocar sensações de saciedade ou até desconforto por excesso.
A palavra mantém seu sentido formal e dicionarizado, sendo menos comum no discurso coloquial, mas perfeitamente compreendida em contextos que exigem precisão terminológica.
O uso mais comum é em referência à alimentação ('repleção gástrica') ou em sentido figurado para descrever uma abundância excessiva de algo ('uma repleção de informações').
Primeiro registro
Registros em dicionários e textos da época indicam o uso da palavra com seu sentido latino original. A data exata do primeiro registro escrito em português é difícil de precisar, mas sua presença é notada a partir do período de formação da língua.
Momentos culturais
A palavra aparece em descrições literárias de banquetes e excessos alimentares, contribuindo para a imagem de opulência ou glutonaria.
Utilizada em tratados médicos para descrever condições de excesso no corpo, como 'repleção sanguínea'.
Comparações culturais
Inglês: 'repletion' (formal, médico, pouco comum no dia a dia). Espanhol: 'repleción' (formal, médico, similar ao português). Francês: 'réplétion' (termo médico). Italiano: 'replezione' (termo médico).
Relevância atual
A palavra 'repleção' é formal e dicionarizada, utilizada principalmente em contextos técnicos (médicos, nutricionais) ou em linguagem escrita mais elaborada. Seu uso no cotidiano é raro, sendo substituída por termos mais simples como 'estar cheio', 'saciedade' ou 'excesso'.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XV/XVI — Deriva do latim 'repletio, repletiōnis', significando 'ato de encher novamente' ou 'estar cheio'. A palavra entra no vocabulário português com o sentido de plenitude, especialmente relacionado à alimentação.
Evolução do Sentido e Uso
Séculos XVII-XIX — O sentido principal de 'estar cheio', especialmente após comer, consolida-se. Começa a ser usada em contextos médicos e literários para descrever estados de excesso ou saciedade.
Uso Contemporâneo e Dicionarizado
Século XX-Atualidade — 'Repleção' é uma palavra formal, dicionarizada, mantendo seu sentido primário de excesso, plenitude ou saciedade, frequentemente associada à alimentação, mas também aplicável a outros contextos de saturação.
Do latim 'repletio, -onis'.