resignação

Do latim 'resignatio', derivado de 'resignare', que significa 'desistir', 'renunciar'.

Origem

Século XIV

Do latim resignatio, que significa 'ato de renunciar', 'entrega', 'devolução'. Deriva do verbo resignare, com o sentido de 'renunciar', 'entregar', 'devolver', 'desistir'.

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Inicialmente, forte carga semântica religiosa, ligada à aceitação da vontade de Deus, à submissão e à renúncia de desejos terrenos.

Séculos XVII-XIX

O sentido se seculariza, passando a descrever a aceitação de infortúnios, perdas ou sofrimentos sem revolta, com paciência e conformidade. Pode adquirir um tom de passividade diante das circunstâncias.

Século XX-Atualidade

Mantém o núcleo de aceitação, mas o julgamento social pode variar. Em alguns contextos, é vista como fraqueza ou falta de iniciativa; em outros, como sinal de maturidade, força interior e sabedoria para lidar com o que não pode ser mudado. A palavra 'resignar-se' é mais comum no uso diário.

A palavra 'resignação' é formal e dicionarizada, conforme o contexto RAG. Seu uso é mais frequente em textos literários, filosóficos ou em discursos que abordam temas de sofrimento, aceitação e destino. Em contrapartida, o verbo 'resignar-se' é mais comum na fala cotidiana para expressar a ideia de aceitar uma situação desagradável.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Registros em textos religiosos e administrativos da época, refletindo a influência do latim eclesiástico e a necessidade de expressar submissão e renúncia.

Momentos culturais

Período Colonial e Imperial

Presente em relatos de escravizados e em discursos religiosos que pregavam a aceitação do sofrimento como caminho para a salvação. Também aparece em obras literárias que retratam dramas humanos e sociais.

Século XX

A palavra é explorada em romances e peças de teatro que discutem a condição humana, a opressão e a busca por sentido em meio a adversidades, como em obras de Graciliano Ramos ou Clarice Lispector, onde a aceitação do destino é um tema recorrente.

Vida emocional

Associada a sentimentos de tristeza, conformismo, passividade, mas também a uma certa paz interior advinda da aceitação. Pode carregar um peso de derrota ou, em alguns casos, de serenidade.

Comparações culturais

Inglês: 'Resignation' carrega um sentido similar de aceitação de algo inevitável ou desagradável, frequentemente com uma conotação de submissão ou conformismo. Espanhol: 'Resignación' é um termo muito próximo, com a mesma raiz latina e um espectro de significados que vai da aceitação passiva à virtude de suportar dificuldades com paciência. Francês: 'Résignation' também compartilha a origem e o sentido principal de aceitação, muitas vezes com uma nuance de melancolia ou fatalismo.

Relevância atual

A palavra 'resignação' é menos usada no discurso cotidiano em comparação com o verbo 'resignar-se'. Em contextos de autoajuda e psicologia positiva, a ênfase recai mais sobre 'resiliência' e 'aceitação ativa' do que sobre a 'resignação' passiva. No entanto, o conceito permanece relevante para descrever a atitude de quem se conforma com situações difíceis e imutáveis.

Origem Etimológica

Século XIV — do latim resignatio, 'ato de renunciar', derivado de resignare, 'renunciar, entregar, devolver'.

Entrada no Português

Séculos XV-XVI — A palavra 'resignação' entra no vocabulário português, inicialmente com forte conotação religiosa, ligada à aceitação da vontade divina.

Evolução do Sentido

Séculos XVII-XIX — O sentido se expande para além do religioso, abrangendo a aceitação de adversidades e sofrimentos na vida secular, muitas vezes com um tom de passividade.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade — A palavra 'resignação' mantém seu sentido de aceitação, mas pode ser vista com nuances de conformismo ou, em contextos específicos, como uma virtude de fortaleza diante do inevitável.

resignação

Do latim 'resignatio', derivado de 'resignare', que significa 'desistir', 'renunciar'.

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