respondera
Do latim 'respondere'.
Origem
Do latim 'respondere', significando 'prometer em troca', 'responder'. A terminação '-ra' é uma marca de tempo verbal.
Mudanças de sentido
Expressava uma ação passada anterior a outra ação passada (pretérito mais-que-perfeito simples). Ex: 'Quando ele chegou, eu já respondera a carta.'
A forma 'respondera' como pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo é uma construção que se tornou rara. O sentido original de 'responder' (dar resposta, replicar, satisfazer) permaneceu, mas a forma verbal específica para expressar a anterioridade temporal em relação a outro passado foi gradualmente substituída.
Considerada arcaica. O sentido de 'responder' é expresso por 'respondeu' (pretérito perfeito) ou 'tinha respondido' (pretérito mais-que-perfeito composto).
Primeiro registro
Registros em textos religiosos e literários medievais em português, frequentemente em traduções do latim, onde a forma verbal correspondente era utilizada.
Momentos culturais
Presença em obras literárias que buscam um registro linguístico mais formal ou arcaizante, como em textos de Camões ou em crônicas históricas.
Comparações culturais
Inglês: O inglês possui formas verbais passadas que expressam anterioridade, como o 'past perfect' (had responded), que cumpre função similar ao pretérito mais-que-perfeito composto em português. O pretérito mais-que-perfeito simples ('respondera') não tem um equivalente direto e comum no inglês moderno. Espanhol: O espanhol possui o 'pretérito pluscuamperfecto de indicativo' (había respondido), que é o equivalente mais próximo e de uso corrente para expressar anterioridade temporal. Formas como o 'pretérito perfecto simple' (respondió) são usadas para ações passadas concluídas. Francês: O francês utiliza o 'plus-que-parfait' (avait répondu) para expressar a mesma ideia de anterioridade temporal. O 'passé simple' (répondit) é usado em narrativas formais. O latim, de onde o português deriva, possuía o 'plusquamperfectum' (ex: 'responderat').
Relevância atual
A forma 'respondera' é considerada arcaica e raramente utilizada na comunicação corrente. Sua relevância reside no estudo da evolução da língua portuguesa, em textos históricos, literários de cunho arcaizante ou em contextos acadêmicos de linguística. É uma palavra formal/dicionarizada, mas não de uso prático no dia a dia.
Origem Latina e Formação
Século XIII - A forma verbal 'respondera' deriva do latim 'respondere', que significa 'prometer em troca', 'responder'. A terminação '-ra' indica o pretérito imperfeito do indicativo em latim, que evoluiu para o pretérito mais-que-perfeito composto em português (tinha respondido) ou, em formas arcaicas e literárias, o pretérito perfeito simples (respondeu). A forma 'respondera' especificamente é uma forma verbal arcaica do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, 3ª pessoa do singular, equivalente a 'tinha respondido' ou 'respondeu'.
Uso Arcaico e Literário
Idade Média ao Século XIX - A forma 'respondera' era utilizada em textos literários e religiosos, especialmente em traduções bíblicas e crônicas, para expressar uma ação passada anterior a outra ação passada. Seu uso era mais comum em registros formais e menos frequente na fala cotidiana, que tendia a preferir construções como 'tinha respondido'.
Desuso Contemporâneo e Equivalentes
Século XX à Atualidade - A forma 'respondera' caiu em desuso na língua falada e escrita contemporânea, sendo considerada arcaica. O pretérito mais-que-perfeito composto ('tinha respondido') ou o pretérito perfeito simples ('respondeu') são as formas predominantes para expressar ações passadas. A palavra 'respondera' é identificada como uma forma verbal formal/dicionarizada, raramente encontrada fora de contextos de estudo linguístico ou de textos históricos.
Do latim 'respondere'.