revelara
Do latim 'revelare', que significa 'descobrir', 'desvendar'.
Origem
Deriva do verbo latino 'revelare', composto por 're-' (intensificador ou de volta) e 'velare' (cobrir com véu), significando literalmente 'tirar o véu', desvelar, descobrir, expor.
Mudanças de sentido
Sentido primário de desvelar, descobrir algo oculto, tornar público um segredo ou informação.
Manutenção do sentido original, com a forma 'revelara' sendo empregada especificamente para indicar anterioridade temporal em narrativas passadas.
A forma 'revelara' é menos comum no discurso falado e em textos informais, sendo substituída por perífrases verbais. O verbo 'revelar' em si mantém seu sentido de descobrir ou mostrar.
A preferência por 'tinha revelado' ou 'havia revelado' em detrimento de 'revelara' reflete uma simplificação gramatical e uma tendência à regularização das formas verbais no português brasileiro contemporâneo, especialmente na oralidade.
Primeiro registro
Registros da forma e do verbo 'revelar' datam dos primórdios da língua portuguesa, com a conjugação pretérito mais-que-perfeito presente em textos medievais.
Momentos culturais
A forma 'revelara' é encontrada em obras literárias que buscam um registro linguístico mais formal e elaborado, como crônicas históricas, romances de cavalaria e poesia sacra, onde a precisão temporal era valorizada.
Ainda presente em obras literárias e acadêmicas que prezam pela norma culta, mas gradualmente cedendo espaço a construções perifrásticas em textos de maior circulação.
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito em inglês ('had revealed') cumpre função similar de indicar anterioridade em tempos passados. Espanhol: O pretérito pluscuamperfecto ('había revelado') também expressa a mesma ideia temporal. A forma simples 'revelara' (pretérito imperfecto de subjuntivo) existe em espanhol, mas com função diferente. Francês: O 'plus-que-parfait' ('avait révélé') é equivalente. A forma simples 'revela' (presente do indicativo) é comum, mas o pretérito mais-que-perfeito simples ('révéla') é arcaico e restrito à escrita formal.
Relevância atual
A forma 'revelara' é gramaticalmente correta e reconhecida como parte do repertório formal da língua portuguesa. Sua relevância reside na sua função gramatical específica em contextos que exigem precisão temporal e um registro linguístico elevado, embora seu uso seja menos frequente no cotidiano em favor de construções mais simples e usuais como 'tinha revelado'.
Origem Etimológica
Do latim 'revelare', que significa descobrir, desvelar, tornar público.
Entrada e Evolução no Português
A palavra 'revelar' e suas conjugações, como 'revelara', foram incorporadas ao português através do latim vulgar, mantendo seu sentido original de desvendar ou tornar conhecido.
Uso Formal e Literário
A forma 'revelara' é um pretérito mais-que-perfeito do indicativo, utilizada em contextos formais e literários para indicar uma ação passada anterior a outra ação também passada. Sua presença é mais comum em textos escritos.
Uso Contemporâneo
Embora a forma 'revelara' seja gramaticalmente correta, o uso coloquial e mesmo em muitos textos contemporâneos prefere construções como 'tinha revelado' ou 'havia revelado' para expressar a mesma ideia de anterioridade em tempos passados.
Do latim 'revelare', que significa 'descobrir', 'desvendar'.