Palavras

roço

Origem incerta, possivelmente do latim 'ros, roris'.

Origem

Século XIV

Do latim vulgar 'roscidus', relacionado ao latim clássico 'ros' (orvalho). A raiz latina remete à ideia de umidade, especialmente a que se forma durante a noite ou ao amanhecer.

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Sentido primário de orvalho ou umidade noturna/matinal.

Séculos XVII-XIX

Expansão para incluir umidade geral da terra/vegetação, pequeno riacho e terreno com vegetação densa (mato).

Século XX - Atualidade

Mantém os sentidos históricos, mas com uso mais restrito a contextos formais, literários e descritivos.

A palavra 'roço' é classificada como formal/dicionarizada, indicando que seu uso na linguagem cotidiana é menos prevalente do que em registros escritos ou em contextos que demandam precisão terminológica para fenômenos naturais ou paisagens específicas.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Presença em textos literários e documentais do período de formação do português, possivelmente em crônicas, poesia ou relatos de viagem que descreviam a natureza.

Momentos culturais

Séculos XIX-XX

Frequente em obras literárias que retratam o ambiente rural brasileiro, como romances regionalistas e poesia descritiva, onde o 'roço' evoca imagens da natureza e do cotidiano do campo.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Dew' (orvalho), 'dampness' (umidade), 'brooklet' (pequeno riacho), 'thicket' (mato denso). Espanhol: 'rocío' (orvalho), 'humedad' (umidade), 'arroyuelo' (pequeno riacho), 'maleza' (mato). O termo 'roço' em português abrange nuances de todos esses termos, mas com uma conotação mais específica para a umidade matinal e a vegetação rasteira.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'roço' mantém sua relevância em contextos específicos como literatura, poesia, estudos de linguística e descrições geográficas. Embora não seja de uso diário na maioria das regiões urbanas, sua presença em dicionários e em textos formais garante sua continuidade no léxico da língua portuguesa brasileira.

Origem Etimológica

Século XIV - Deriva do latim vulgar 'roscidus', que significa 'cheio de orvalho', relacionado ao latim clássico 'ros', orvalho. A raiz indica a ideia de umidade noturna ou matinal.

Entrada no Português

Séculos XV-XVI - A palavra 'roço' entra no léxico português, possivelmente através do galego-português medieval, mantendo o sentido primário de orvalho ou umidade. Registros literários da época podem conter o uso.

Evolução de Sentido

Séculos XVII-XIX - O sentido de 'roço' se expande para abranger a umidade da terra ou vegetação após a chuva ou orvalho, e também um pequeno curso d'água ou terreno com vegetação rasteira e densa, um matagal. O uso em descrições de paisagens rurais é comum.

Uso Contemporâneo

Século XX - Atualidade - 'Roço' é uma palavra formal, dicionarizada, com os sentidos de orvalho, umidade noturna/matinal, pequeno riacho ou terreno coberto de mato. Seu uso é mais comum em contextos literários, poéticos ou descritivos da natureza, e menos frequente na linguagem coloquial urbana.

roço

Origem incerta, possivelmente do latim 'ros, roris'.

PalavrasConectando idiomas e culturas