Palavras

roubar

Do latim 'rapere'.

Origem

Século XIII

Do latim vulgar 'raubare', possivelmente de origem germânica (gótico 'raubon', 'saquear', 'pilhar').

Mudanças de sentido

Século XIII

Sentido primário de saquear, pilhar, furto violento.

Séculos XIV-XVIII

Ampliação para furto em geral, apropriação indevida de bens.

Séculos XIX-Atualidade

Inclui o roubo de tempo, de oportunidades, de atenção; também pode significar enganar ou ludibriar.

No uso coloquial, 'roubar' pode ser usado de forma mais leve, como em 'roubar um beijo' ou 'roubar a cena', indicando uma ação rápida e inesperada, mas não necessariamente criminosa. Em contextos de mídia e internet, a palavra é frequentemente associada a crimes, mas também a situações humorísticas ou de crítica social.

Primeiro registro

Registros em textos jurídicos e crônicas medievais a partir do século XIII.

Momentos culturais

Século XX

Frequente em obras literárias e cinematográficas que retratam a marginalidade e a luta pela sobrevivência, como em 'Vidas Secas' de Graciliano Ramos, onde a fome leva a atos extremos.

Atualidade

Presente em letras de música de diversos gêneros (samba, funk, rap) abordando desigualdade social, corrupção e a criminalidade urbana.

Conflitos sociais

Colônia e Império

O roubo de escravos e a apropriação de terras eram conflitos sociais centrais, onde o termo 'roubar' tinha forte conotação política e de injustiça.

Atualidade

Debates sobre corrupção, roubo de dados, roubo de identidade e a percepção de impunidade associada a crimes de colarinho branco.

Vida emocional

Associada a sentimentos de medo, raiva, insegurança e indignação quando a vítima é o sujeito. Pode gerar sentimentos de culpa e vergonha para o perpetrador.

Em contextos informais, pode carregar um tom de travessura ou admiração, como em 'roubar a cena'.

Vida digital

Termo frequentemente usado em notícias sobre crimes cibernéticos, fraudes online e golpes digitais.

Pode aparecer em memes e conteúdos virais relacionados a situações de perda ou engano, muitas vezes com tom humorístico.

Hashtags como #roubo, #furto, #golpe são comuns em discussões sobre segurança e crimes.

Representações

Século XX

Filmes de assalto, novelas com tramas de roubo e sequestro, séries policiais que exploram o universo do crime.

Atualidade

Documentários sobre grandes roubos, séries de ficção que abordam roubo de tecnologia e dados, e notícias que frequentemente utilizam o verbo para descrever eventos criminais.

Comparações culturais

Inglês: 'to steal' (furto, roubo), 'to rob' (roubo com violência ou ameaça). Espanhol: 'robar' (sentido similar ao português). Francês: 'voler' (roubar, furtar). Italiano: 'rubare' (roubar, furtar).

Relevância atual

O verbo 'roubar' mantém sua forte carga semântica negativa, sendo central em discussões sobre segurança pública, justiça criminal e ética. Sua frequência em notícias e debates sociais demonstra sua contínua relevância.

No Brasil, a palavra é frequentemente associada a crimes de rua, mas também a escândalos de corrupção, refletindo a complexidade social do país.

Origem e Primeiros Usos

Século XIII - Derivado do latim vulgar 'raubare', com origem incerta, possivelmente germânica (gótico 'raubon', significando 'saquear', 'pilhar'). Inicialmente associado a atos de violência e furto em larga escala.

Evolução e Formalização

Séculos XIV-XVIII - O verbo 'roubar' se consolida na língua portuguesa, com registros em textos jurídicos e literários. Mantém o sentido de apropriação indevida, mas começa a abranger furtos de menor vulto e ações mais sutis.

Uso Contemporâneo

Séculos XIX-Atualidade - O verbo 'roubar' é amplamente utilizado em diversos contextos, desde o jurídico e jornalístico até o coloquial. Amplia-se o leque de significados para incluir a perda de algo valioso (tempo, oportunidade) ou a ação de enganar.

roubar

Do latim 'rapere'.

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